quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Viagem precisa-se!

 [foto retirada daqui]


"Não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti."

Gonçalo Cadilhe

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A respeito das crianças

(Foto retirada daqui)

Ultimamente, em resultado de compromissos profissionais, tenho lidado mais de perto com crianças. Sempre ouvi dizer que as crianças são o melhor do mundo, mas algumas "pestinhas" sempre me fizeram duvidar se isso seria realmente verdade.

Um dia desses, segunda-feira, conheci um menino de etnia com olhos redondos cor de mel e um sorriso generoso. Foi, durante aquele fim-de-semana, abandonado pela mãe. Ele e os dois irmãos mais velhos ficaram para trás. Não faziam parte do plano de fuga de uma mulher que certamente terá os seus motivos para agir assim mas que, à partida, não serão suficientemente convincentes ao ponto de justificarem tal comportamento. 

As crianças, sobretudo quando pequeninas e indefesas, apelam ao nosso instinto protetor. E haverá quem diga que, por serem pequeninas, não percebem o que se passa e, por tal motivo, será mais fácil contornar a situação sem mazelas. 

Eu não acredito nisso! Mais dia menos dia este menino com olhos cor de mel e sorriso generoso certamente irá concretizar, através de gestos e atitudes, a herança da sua infância, como se se tratasse de uma tatuagem que lhe tinge a pele para sempre. 


Não existem pais perfeitos. Nem filhos. Porque não existem pessoas perfeitas e essa é a mais óbvia das certezas que levo comigo para onde quer que vá!



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Confirmação


HMB - "Peito"

 "...meu coração torna-se inquieto, quando estás por perto!"


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Porque sim...

(Foto retirada daqui)

Julgo que, finalmente, aprendi a dizer que sim mesmo quando a ansiedade me incentiva a dizer exatamente o contrário. Parece uma conquista insignificante mas sinto que pode fazer toda a diferença daqui para a frente! 

sábado, 17 de setembro de 2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O próximo passo: Confiar

[foto retirada daqui]

Todos nós, sem exceção, já nos desiludimos com pessoas que julgávamos serem incapazes de trair a confiança que lhe demos! É pior do que ter de lidar com essa desilusão é mesmo voltar a confiar em outras pessoas que chegam mais tarde á nossa vida! 
Quando perdemos a confiança em alguém, ganhamos também uma marca que se agarra à nossa pele como se de uma tatuagem se tratasse... Uma marca tão resistente ao tempo que é capaz de nos acompanhar para sempre! Por isso mesmo, voltar a confiar assemelha-se, em parte, a dar um salto no incerto. 
Não sabemos muito bem mas há uma energia interna pulsante que nos incentiva a dar aquele passo em frente, sentimos a adrenalina da superação e aquele friozinho na barriga...mas que se mistura com um conjunto de argumentos para não o fazermos que a nossa razão tem dificuldade em não acudir...o conflito instala-se e damos um passo atrás, ou mais uns quantos até que nos voltemos a sentir naquela que é a nossa zona de conforto! 

Voltar a confiar é mesmo lidar com os "se..." e os "mas..." e acreditar que valerá a pena dar esse passo em frente, porque o que podemos obter para lá dele pode bem compensar o risco da incerteza... Mas custa tanto....


domingo, 8 de maio de 2016

Desculpas

(Foto retirada daqui)

Devo-vos um pedido de desculpas! 
Peço desculpa por não ter uma vida igual à vossa! Na verdade, não foi bem uma escolha minha! 
Peço desculpa pelo facto da minha vida vos causar estranheza. Na verdade, nem eu própria lido bem com isso! 
Peço desculpa por parecer que não vos levo a sério, sobretudo nos momentos em que dedicam parte do vosso tempo a partilhar conselhos sábios, mas não fazem sentido fora da norma. 

Só não peço desculpa por acreditar, cada vez mais, que existem projetos que ficam na gaveta e sonhos que acabam por não fazer sentido.. E isso acontece em cada uma das nossas vidas - nas vossas e ainda mais na minha... 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O amor é assim...


Eu não sei se algum dia eu vou mudar 
Mas eu sei que por ti posso tentar 
Até me entreguei e foi de uma vez 
Num gesto um pouco louco 
Sem pensar em razões nem porquês...

O amor é assim, pelo menos para mim 
Deixa-me do avesso
Tropeço, levanto e volto pra ti

Eu não perco a esperança, espero a bonança 
E nela avança o mesmo amor 
E o tempo é companheiro, é bom parceiro
E até já nos sabe de cor 
E as voltas que embora nos traça e desenlaça 
Leva-nos pra onde for 
Insiste... Persiste... Não sabes o fim
Mas assim é...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Setembro

(Foto retirada daqui)

Nos últimos anos o mês de setembro tem sido sinónimo de algumas mudanças!
O mês que se despede do verão e acolhe um outono que faz por acentuar as cores dos quentes finais de tarde é, também, um reflexo da simplicidade!

Olhamos em redor e parece simples largarmos (gradualmente) o que não nos faz falta, como as árvores se vão libertando das suas muitas folhas para, mais tarde, renascerem...

Por tudo isto o mês de setembro é inspirador para mudanças, para dar mais um passo no desconhecido e superar aquele desafio :) 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Constatação


(Foto retirada daqui)

As pessoas revelam-se verdadeiramente quando estão a passar uma má fase nas suas vidas. 
Quando tudo corria bem, diziam-se amigos, faziam planos juntos, contavam um com o outro e havia espírito de equipa. 
Quando um ficou mal, o outro deixou de ser amigo, evitaram planos conjuntos e já não contavam um com o outro. Passaram a ser um contra o outro, numa luta em que vale tudo para deixar o outro... 

Dizem que a vida são dois dias...valerá mesmo a pena consumir esse tempo a ser-se inconveniente, mesquinho, ressabiado, negativo, conflituoso, ou seja uma pessoa a evitar?

Vá... Não me lixes! 


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Estranha conversa

(Foto retirada daqui)

As palavras que se fizeram ouvir atrás de mim, interromperam os meus pensamentos. 
Olhei na sua direção e dei-me conta que era um estranho, aparentemente simpático, que as pronunciava. Conversa de circunstância, potenciada pelo momento e o local onde os nossos trajetos se cruzaram.

Senti que contrariava, ao manter aquele diálogo totalmente inesperado, o meu preconceito de que uma abordagem assim traz qualquer intenção a reboque. Ele fez por se manter a meu lado, acompanhando o meu passo apressado e eu, indecisa entre responder-lhe ou ignorá-lo, optei por lhe responder porque senti que ignorar seria uma indelicadeza da minha parte. 

Mas afinal de contas, porque motivo tendemos a reagir assim? Pode ser apenas uma pessoa que quer conversar, uma pessoa que sente a necessidade de partilhar as suas percepções a respeito de um qualquer assunto... Porque motivo é-nos estranho manter um diálogo com alguém sem que haja um motivo expresso para essa interação? 

Dei por mim a confirmar o quanto mudámos! Se tal tivesse acontecido na blogosfera ou numa qualquer rede social, possivelmentem já não causaria tal estranheza ou, no mínimo, reagiríamos de forma mais descontraída pois não deixa de ser mais fácil abordar alguém que não nos olha nos olhos! Mas, também, não deixa de ser verdade que desde pequeninos ouvimos os adultos, do alto da sua sabedoria, a dizerem-nos que não devemos falar com  estranhos! A nossa reação poderá ser, tão somente e segundo este prisma, uma forma de estar a alerta para algo que nos foi vendido como sendo perigoso... Dá que pensar.

E já no final: 

Ele: ... Temos que os aturar! Como por exemplo hoje calhou-lhe a si estar à conversa comigo! 
Eu: ...Não há problema! - respondi-lhe timidamente, sem saber muito bem o que dizer ao certo!
Ele: Vai por aí? Eu vou naquela direção, mas pode ser que possamos falar mais um pouco um dia destes!
Eu: quem sabe.... - respondi-lhe sem saber muito bem se essa ideia me agrada ou não...

domingo, 9 de agosto de 2015

Insatisfação


Escrita fina, quando corre ensina 
não dura um deserto que atravesse
Pode ir sendo, que demore um tempo
mais tarde ou mais cedo... lá me acerto


Na lembrança, o meu céu de criança
a quem nunca se entrega um tom cinzento

por momentos, vem num pensamento
e uma nuvem chove cá por dentro

Quase nada (experimento o céu de negro que há de norte a sul
nunca me conforma (prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
a insatisfação (temo que haja pouco pra me contentar)
nunca me abandona (mas nada me impede de tentar)

Porque tento andar atrás no tempo
e entender a chuva que acontece?

Como por magia há sempre um novo dia
e outra Lua Nova que anoitece
Se a madrugada traz uma canção
pouco importa que me insista hoje em "dia não"
tomei o meu fastidio pra me atormentar
pedras no meu trilho são pra me assentar

Quase nada (experimento o céu de negro que há de norte a sul
nunca me conforma (prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
a insatisfação (temo que haja pouco pra me contentar)
nunca me abandona (mas nada me impede de tentar)

Quando acordar do sono que eu escolhi
quero ter no meu cantinho sempre mais de ti
cada rosa, cada espinho que tanto cresceu
mesmo quando venham pra nublar-me o céu.

Quase nada (experimento o céu de negro que há de norte a sul
nunca me conforma (prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
a insatisfação (temo que haja pouco pra me contentar)
nunca me abandona (mas nada me impede de tentar)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Quase...


(Foto retirada daqui)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dias bons :)

(Foto retirada daqui)

Quando alguém, que  não trabalha diretamente connosco e até se pode considerar destinatária da nossa ação, nos diz: "é bom poder contar contigo em "x" (local onde trabalho)... Vê-se que gostas daquilo que fazes" sabe bem, muito bem! 

Quem me conhece sabe que não lido muito bem com elogios, nunca sei muito bem como reagir, o que dizer... E, a bem dizer, nem sempre os levo tão a sério como deveria. Porém, nada está perdido e a tomada de consciência é o primeiro passo para a mudança! 

Hoje percebi que estou no bom caminho e que, quando se gosta realmente daquilo que se faz, mais cedo ou mais tarde, isso é merecidamente reconhecido! 

Já diz o povo, e com razão, que devagar se vai ao longe! :)

domingo, 26 de abril de 2015

25 de abril + 1

(Foto retirada daqui)

Ontem, 25 de abril, foi dia de relembrar o grande dia que há 41 anos atrás mudou o rumo deste nosso país, uma revolução que pretendia resgatar a liberdade. Também já é habitual que nesse dia se escreva sobre a liberdade ou a falta dela.
Seja como for, independentemente da pertinência das reflexões, o que eu gostava mesmo de saber é o que se sentiu no dia 26 de abril, no rescaldo de um dia intenso e memorável, no qual se conseguiu concretizar o objetivo que motivou cada um dos pormenores meticulosamente pensados e planeados de uma revolução há muito ansiada. 

No dia 26 de abril já Portugal era um país de liberdade. Mas depois de conquistada o que fazer com ela? A que sabia essa mesma liberdade!? Será que, uma vez adquirida, de certo modo se tornava a condicionante de todo e qualquer comportamento? 

Digo isto porque a liberdade implica responsabilidade, tomada de decisão e, acima de tudo, comprometimento com as escolhas que fazemos com as opções até temos!

Liberdade é, sem margem para dúvidas, uma variável que não dispensamos na equação mais complexa que temos para resolver - a vida, mas que lhe confere ambiguidade, aquele sabor agridoce que nos confunde os sentidos... 


sábado, 18 de abril de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Jogo

[foto retirada daqui]


A vida é um jogo: o (re)conhecer e (re)combinar um conjunto vasto de variáveis que estão ao nosso alcance. Cada uma dessas variáveis tem um lugar, nem sempre o lugar certo, mas aquele que dita as jogadas seguintes. 

A vida é um jogo que requer paciência e a capacidade de interpretar o papel de cada uma dessas variáveis e de todo o contexto envolvente.

E este jogo da vida implica arriscar, lidar com a imprevisibilidade, assumir que errar e nunca desistir faz parte das regras. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Será?

(Foto daqui)

Será mesmo que nada acontece por acaso? 
Há quem diga que, por vezes, é necessário dar um passo atrás para, logo a seguir, ser possível dar dois passos em frente... No entanto, quando se recua é difícil acreditar ser possível recuperar esse contratempo! 

E é sobretudo difícil contrariar a perceção de que o mundo está contra nós... Hoje é esse o sentimento que me absorve a mente. 

Amanhã será um novo dia e com ele vem uma nova oportunidade de dar um passo em frente...! 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Adrenalina

(Foto retirada daqui)

Enfrentar receios antigos, sacudi-los da nossa mente, ultrapassar limites que nós próprios criámos sabe tão bem, mas tão bem (mesmo!) que a satisfação da conquista é proporcional à nossa vontade de voltar a repetir! 

Os impossíveis moram na nossa cabeça mas os possíveis estão, muitas das vezes, ao alcance das nossas mãos! 


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Hoje tu... amanhã eu!

[foto retirada daqui]

Os outros às vezes fazem coisas que não gostamos e que nos fazem falar sobre eles, agem de forma diferente da nossa e isso muitas vezes incomoda-nos. E o incomodo por vezes é tão grande, que temos a tendência para verbalizar e enfatizar uma crítica ou a nossa perspectiva face a esse comportamento, e à escolha dos outros. 
Dou por mim a pensar que aquilo que os outros podem fazer hoje, podemos amanhã fazer nós. Quem sabe se assim não será? 

Também dou por mim a pensar que às vezes criticamos os outros porque achamos que sabemos tudo da vida deles, e na verdade podemos não saber quase nada, porque não somos a sua pele, o seu coração e a sua história. Por outro lado, às vezes, aquilo que nos incomoda nos outros é uma manifestação do nosso mau-estar porque também manifestamos de outro jeito essa forma de estar; ou ainda podemos criticar os outros por tomarem atitudes que no fundo gostaríamos de ser nós a tomá-las, e não temos a coragem deles. 

Na forma como sentimos os outros, podemos afinal, perceber a forma como nos sentimos em nós. Olhar para os outros e refletir talvez seja mais proveitoso do que olhar para os outros e criticar a alta voz, tomando partido a partir de uma visão distorcida. Olhar e não julgar, talvez seja das atitudes mais nobres e inteligentes que podemos desenvolver e aprender.

Ninguém sabe o suficiente da vida de alguém para criticar o que quer que seja. Também acho que a vida e a escolha de outros, nos deve tornar mais humildes na nossa própria vida. Não há sempre nem nunca, hoje com eles, quem sabe se amanhã connosco?


Diana Gaspar Duarte (daqui)