... para as férias e o regresso às origens!
domingo, 1 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
De vez em quando...
... E de quando em vez voltamos a um (qualquer) cais de onde, um dia, içámos âncoras e partimos em busca de novos destinos, convictos que nunca regressaríamos... Contudo, a vida é demasiado imprevisível, o "nunca" um termo dúbio e vezes sem conta vemos que nos trocaram as voltas!
Nos últimos tempos, na mesma medida em que vou em busca de novos destinos, vejo-me a regressar a lugares passados... talvez por navegar ao sabor do vento e nem sempre este me guiar rumo ao desconhecido...
E agora que os revisito vejo-os com um outro olhar, percebo-lhe as diferenças e confronto essas constatações com os apontamentos do meu pequeno diário de bordo, e pouco parece estar em consonância...
Porque voltei?
Será que no passado a minha passagem por cá não fazia qualquer sentido e foi um mero "acidente de percurso", um desvio forçado para evitar alguma tempestade em alto mar?
Será que desta vez, este acaso não é por acaso...?
Será uma forma de recuar no tempo e substituir as reticências finais por novos dados concretos e, assim, encerrar definitivamente um capítulo?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
E de repente...
... parece que toda a gente está de férias menos eu, e ainda faltam duas eternidades e meia até que a minha vez chegue!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Um contra o outro...
Anda
Desliga o cabo que liga a vida a esse jogo
Joga comigo um jogo novo
Com duas vidas - Um contra o outro
Já não basta esta luta contra o tempo
Este tempo que perdemos a tentar vencer alguém
E ao fim ao cabo que é dado como um ganho
Vai-se a ver desperdiçarmos sem nada dar a ninguém
Anda
Faz uma pausa, encosta o carro, sai da corrida
Larga essa guerra que a tua meta
Está deste lado da tua vida
Muda de nível, sai do estado invisível
Põe o modo compatível com a minha condição
Que a tua vida é real e repetível
Dá-te mais que o impossível se me deres a tua mão
Sai de casa e vem comigo para a rua
Vem, que essa vida que tens
Por mais vidas que tu ganhes
É a tua que mais perde se não vens...
Anda
Mostra o que vales, tu nesse jogo vales tão pouco
Troca de vício por outro novo
Que o desafio é corpo a corpo
Escolhe a alma, a estratégia que não falha - o lado forte da batalha
Põe no máximo que der
Dou-te a vantagem: tu com tudo e eu sem nada
Que mesmo assim desarmada, vou-te ensinar a perder
Sai de casa e vem comigo para a rua
Vem, que essa vida que tens
Por mais vidas que tu ganhes
É a tua que mais perde se não vens...
(Deolinda)
Desliga o cabo que liga a vida a esse jogo
Joga comigo um jogo novo
Com duas vidas - Um contra o outro
Já não basta esta luta contra o tempo
Este tempo que perdemos a tentar vencer alguém
E ao fim ao cabo que é dado como um ganho
Vai-se a ver desperdiçarmos sem nada dar a ninguém
Anda
Faz uma pausa, encosta o carro, sai da corrida
Larga essa guerra que a tua meta
Está deste lado da tua vida
Muda de nível, sai do estado invisível
Põe o modo compatível com a minha condição
Que a tua vida é real e repetível
Dá-te mais que o impossível se me deres a tua mão
Sai de casa e vem comigo para a rua
Vem, que essa vida que tens
Por mais vidas que tu ganhes
É a tua que mais perde se não vens...
Anda
Mostra o que vales, tu nesse jogo vales tão pouco
Troca de vício por outro novo
Que o desafio é corpo a corpo
Escolhe a alma, a estratégia que não falha - o lado forte da batalha
Põe no máximo que der
Dou-te a vantagem: tu com tudo e eu sem nada
Que mesmo assim desarmada, vou-te ensinar a perder
Sai de casa e vem comigo para a rua
Vem, que essa vida que tens
Por mais vidas que tu ganhes
É a tua que mais perde se não vens...
(Deolinda)
quinta-feira, 8 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Porquê?
Por que motivo recuamos quando devíamos avançar? E agimos quando mais valia estarmos bem quietos?
(... é que já não suporto ouvir aquela voz interior a dizer-me constantemente
"...Eu bem sabia que devias ter estado bem sossegadinha!!!
eu bem sabia!...")
terça-feira, 29 de junho de 2010
(Lido algures...)
Por vezes, a falta de energia leva-nos a deixar de acreditar que alguma vez sejamos capazes de conseguir chegar ao que queremos.
Abandonamos o barco ainda antes de sair do porto e a nossa viagem foi apenas imaginária...
domingo, 27 de junho de 2010
Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz
Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora
Rui Veloso, Canção de Alterne
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz
Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora
Rui Veloso, Canção de Alterne
sábado, 26 de junho de 2010
Luz
Se está a procurar crescer, observe os outros, mais jamais procure agir exactamente como eles. Cada pessoa tem um caminho diferente na vida. Não nos transformamos em mestres, porque sabemos repetir o que estes fazem, mas porque aprendemos a pensar por nós mesmos.
Descubra a sua própria luz ou passará o resto da sua vida como um pálido reflexo da luz alheia!
Alexandre Rangel
O que podemos aprender com os gansos
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Cobiça a quanto obrigas...

Ultimamente, por diversas vezes, apercebo-me de pessoas que parecem viver uma vida que não é a delas. Estão constantemente de olhos postos em alguém que admiram, na mesma medida que invejam e cobiçam o que têm, o que fazem, o que desejam...
Passam a tentar alcançar um objectivo que não é o seu, a tentar (a todo o custo!) ocupar um lugar que não é o seu, a medir (milimetricamente!) o grau de felicidade da outra pessoa para poder demonstrar que é ainda mais feliz e o grau de tristeza e desânimo numa tentativa de desmoralizar e, assim, ganhar alguma espécie de vantagem em relação ao outro. E não é porque as faça mais felizes...mas, por momentos, alimenta o Ego, e isso dá-lhes a sensação de que são poderosas!
Quando conheço mais uma pessoa que encaixa perfeitamente neste papel de personagem secundária que, ao sentir-se ofuscada, só entra em cena quando o actor principal está aparentemente desprotegido e frágil, pois só assim poderá tirá-lo do palco, de preferência antes que os aplausos surjam, nada mais me ocorre que a história da Gata Borralheira e das suas irmãs invejosas que, a todo o custo, queriam que o sapato perdido na noite do baile do Príncipe lhes servisse nos pés...Por muitas interessadas, o sapato apenas serviu a uma - a própria dona!
E pergunto (porque me faz imensa confusão) por que motivo há pessoas que investem tanta energia nisso?
Tenho cá para mim que é, sim, uma tentativa de camuflar uma insegurança e frustração desmedidas, por não conseguirem sequer seguir os seus sonhos e lutar para que eles se concretizem...e para se sentirem menos mal com isso lá vão fazendo de conta que são umas exímias lutadoras!
É que isto de lutar dá uma trabalheira, nem sempre surte resultados à primeira tentativa, requer persistência... mas como há quem, mesmo assim, não baixe os braços, mais vale ficar-se sossegadinho à espera que alguém se ponha a jeito, mostre o caminho desbravado, para que se possa traçar um atalho alternativo e quiçá ainda lá se chegar primeiro! Pena que só percebam, tarde demais, que os atalhos raramente levam a bom porto... e resultados? poucos ou nenhuns....ah pois é!
Passam a tentar alcançar um objectivo que não é o seu, a tentar (a todo o custo!) ocupar um lugar que não é o seu, a medir (milimetricamente!) o grau de felicidade da outra pessoa para poder demonstrar que é ainda mais feliz e o grau de tristeza e desânimo numa tentativa de desmoralizar e, assim, ganhar alguma espécie de vantagem em relação ao outro. E não é porque as faça mais felizes...mas, por momentos, alimenta o Ego, e isso dá-lhes a sensação de que são poderosas!
Quando conheço mais uma pessoa que encaixa perfeitamente neste papel de personagem secundária que, ao sentir-se ofuscada, só entra em cena quando o actor principal está aparentemente desprotegido e frágil, pois só assim poderá tirá-lo do palco, de preferência antes que os aplausos surjam, nada mais me ocorre que a história da Gata Borralheira e das suas irmãs invejosas que, a todo o custo, queriam que o sapato perdido na noite do baile do Príncipe lhes servisse nos pés...Por muitas interessadas, o sapato apenas serviu a uma - a própria dona!
E pergunto (porque me faz imensa confusão) por que motivo há pessoas que investem tanta energia nisso?
Tenho cá para mim que é, sim, uma tentativa de camuflar uma insegurança e frustração desmedidas, por não conseguirem sequer seguir os seus sonhos e lutar para que eles se concretizem...e para se sentirem menos mal com isso lá vão fazendo de conta que são umas exímias lutadoras!
É que isto de lutar dá uma trabalheira, nem sempre surte resultados à primeira tentativa, requer persistência... mas como há quem, mesmo assim, não baixe os braços, mais vale ficar-se sossegadinho à espera que alguém se ponha a jeito, mostre o caminho desbravado, para que se possa traçar um atalho alternativo e quiçá ainda lá se chegar primeiro! Pena que só percebam, tarde demais, que os atalhos raramente levam a bom porto... e resultados? poucos ou nenhuns....ah pois é!
Bem... restam sempre duas hipóteses:
assumirem o papel de vítimas
assumirem o papel de vítimas
ou reduzirem as conquistas de outrem a uma questão de sorte!!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
O Verão chegou...
E com ele, estão cada vez mais próximas as férias, o regresso às origens, as tradicionais festinhas de verão, os passeios à beira-mar, os gelados, as esplanadas e as caipirinhas...
domingo, 20 de junho de 2010
O segredo da felicidade
Diz, uma história antiga, que os deuses tinham muito medo de que o ser humano fosse perfeito, pois, se assim fosse, não precisariam mais deles. Resolveram reunir-se para decidir o que fazer. O mais sábio dos deuses disse:
- Vamos dar ao homem tudo o que pudermos, menos o segredo da felicidade.
- Mas os humanos, como são muito inteligentes, vão acabar também por por descobrir esse segredo! - disseram os outros deuses em coro.
- Não, isso não vai acontecer - disse o sábio. - Vamos esconder a felicidade num lugar onde eles nunca irão encontrar: dentro de eles mesmos!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
José Saramago (1922-2010)
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Tentar...
A tentação, de António Manuel Pinto da Silva (in: www.olhares.com)1. Buscar, procurar, tratar de conseguir...
2. Instigar, induzir ao mal...
3. Empreender, intentar...
4. Pretender, diligenciar...
5. Mostrar o intento de...
6. Exercitar, experimentar...
7. Provocar...
8. Arriscar...
9. Pôr à prova...
10. Expor-se a...
11. Aventurar-se...
12. Deixar-se seduzir...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Um novo amanhecer...
Cores na Carrasqueira, de Jorge Nelson Alves (in: www.olhares.com)Olhar fixo na linha do horizonte... lá, onde o dia e a noite trocam carícias tão fugazmente, o amanhecer parece ainda mais belo e intenso quanto incrivelmente longínquo.
Gosto de aqui ficar a contemplá-lo e a tentar apurar quanto medirá a lonjura que nos separa mas acabo, inevitavelmente, por me perder nos cálculos.
É então que me lanço ao mar e aposto no desconhecido. Não sei o que me espera, que tempestades terei de ultrapassar, que lutas terei de travar (comigo mesma) para não me deixar vencer pelo desânimo, quantas vezes me terei de perder para me encontrar, quantos os momentos em que me sentirei à deriva ou com medo, esse medo que me paralisa e faz sentir só...
Mas o vento parece estar de feição... porque teimar em remar contra a maré ou manter-me neste cais, onde permaneci, confortavelmente, (talvez) demasiado tempo?
Evito olhar para trás, para que não me sinta tentada a recuar. Desta vez é diferente... sou eu que quero ir, sou eu que sei que nesse cais faz frio demais para apostar em ti, em nós!
Quebro as amarras que me prendem a ti, levando comigo somente o que mudaste em mim... e vou lembrar-me de ti em cada anoitecer, feliz por saber que a noite é efémera e sempre dará lugar a um novo amanhecer...
Gosto de aqui ficar a contemplá-lo e a tentar apurar quanto medirá a lonjura que nos separa mas acabo, inevitavelmente, por me perder nos cálculos.
É então que me lanço ao mar e aposto no desconhecido. Não sei o que me espera, que tempestades terei de ultrapassar, que lutas terei de travar (comigo mesma) para não me deixar vencer pelo desânimo, quantas vezes me terei de perder para me encontrar, quantos os momentos em que me sentirei à deriva ou com medo, esse medo que me paralisa e faz sentir só...
Mas o vento parece estar de feição... porque teimar em remar contra a maré ou manter-me neste cais, onde permaneci, confortavelmente, (talvez) demasiado tempo?
Evito olhar para trás, para que não me sinta tentada a recuar. Desta vez é diferente... sou eu que quero ir, sou eu que sei que nesse cais faz frio demais para apostar em ti, em nós!
Quebro as amarras que me prendem a ti, levando comigo somente o que mudaste em mim... e vou lembrar-me de ti em cada anoitecer, feliz por saber que a noite é efémera e sempre dará lugar a um novo amanhecer...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Ser criança...
Ontem, as crianças sairam às ruas, enchendo-as de cor e alegria, para comemorar o seu dia!
Inevitavelmente, viajamos pelo nosso imenso mundo das memórias e regressamos à nossa infância.
Recordo, uma vez mais, como fui uma criança feliz! Uma menina "senhora do meu nariz", ávida de conhecimento, criativa na forma de contornar os "nãos" que ouvia...com todo o tempo do mundo para aprontar mais alguma asneira!
Mas do que eu tenho mais saudades é de receber mimos, sem parecer frágil e carente. De acreditar que só existem pessoas más na ficção! De ter a capacidade de perdoar e esquecer alguma coisa que me fazem ou dizem... sem guardar qualquer mágoa! De não ter medo de arriscar, de cair e de me levantar com mais força para chegar à meta traçada! E de sonhar, sonhar muito, acreditando que há sempre uma forma de tornar possível cada um desses sonhos!
Inevitavelmente, viajamos pelo nosso imenso mundo das memórias e regressamos à nossa infância.
Recordo, uma vez mais, como fui uma criança feliz! Uma menina "senhora do meu nariz", ávida de conhecimento, criativa na forma de contornar os "nãos" que ouvia...com todo o tempo do mundo para aprontar mais alguma asneira!
Mas do que eu tenho mais saudades é de receber mimos, sem parecer frágil e carente. De acreditar que só existem pessoas más na ficção! De ter a capacidade de perdoar e esquecer alguma coisa que me fazem ou dizem... sem guardar qualquer mágoa! De não ter medo de arriscar, de cair e de me levantar com mais força para chegar à meta traçada! E de sonhar, sonhar muito, acreditando que há sempre uma forma de tornar possível cada um desses sonhos!
terça-feira, 1 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Amigo é um termo dúbio
Ontem as águas estavam serenas, mantinham a distância certa
Éramos cúmplices apenas sem ter o coração alerta
Amigo era um sentimento sem fazer calor nem frio
Tudo entre nós era simples como as coisas em pousio
Foi qualquer gesto que fizeste, qualquer coisa que disseste
Que mudou a situação
... Cada olhar, cada risada é um terreno movediço
Amigo é um termo dúbio
Desses que a língua contém
Vê-se a linha de fronteira
Dá-se um passo e está-se em terra de ninguém...
Adaptado de "Amiga é um termo dúbio", de Rui Veloso
quinta-feira, 15 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
O que eu desejo ainda não tem nome...

" Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
Eu não quero uma verdade inventada. Suponho que me entender não é uma questão de inteligência mas sim de sentir, de entrar em contacto...
O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.
É difícil perder-me. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.
Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo de chuvas tempestivas, nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Eu não quero uma verdade inventada. Suponho que me entender não é uma questão de inteligência mas sim de sentir, de entrar em contacto...
O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.
É difícil perder-me. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.
Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo de chuvas tempestivas, nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Clarice Lispector
Feliz aniversário amigo!
A luz de velas, de Jéssica Alves de Sousa (in: www.olhares.com)Parabéns menino E., hoje é o teu dia!
E é uma boa oportunidade a aproveitar para te dizer que...
Amanhã, depois de amanhã, e nos dias que se seguirão também serão teus na busca da merecida felicidade;
Espero continuar a ter o privilégio de ter-te por perto para partilhar alegrias e puxar-te para cima nos dias menos bons, desabafar, ensinar e aprender contigo!
Porque há pessoas que aparecem, quase que por acaso, nas nossas vidas mas não é por acaso que permanecem!
E é uma boa oportunidade a aproveitar para te dizer que...
Amanhã, depois de amanhã, e nos dias que se seguirão também serão teus na busca da merecida felicidade;
Espero continuar a ter o privilégio de ter-te por perto para partilhar alegrias e puxar-te para cima nos dias menos bons, desabafar, ensinar e aprender contigo!
Porque há pessoas que aparecem, quase que por acaso, nas nossas vidas mas não é por acaso que permanecem!
terça-feira, 23 de março de 2010
Constatação
Nascemos todos com vontade de amar.
Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor que não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são sempre bem-vindos, às vezes, mas não são o que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. (...)
Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei...
Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor que não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são sempre bem-vindos, às vezes, mas não são o que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. (...)
Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei...
Miguel Sousa Tavares
domingo, 21 de março de 2010
Chegada da Primavera
Por aí, um pouco por toda a parte, começam a surgir os primeiros sinais da chegada da Primavera!
Com ela chegam os dias mais solarengos, os finais de tarde que não convidam a regressar logo a casa (felizmente!), as roupas mais leves e coloridas (os acessórios mais arrojados e vistosos!!), as actividades ao ar livre, as esplanadas, as viagens ao fim-de-semana (menos vezes adiadas pelo mau tempo!). Os campos inundam-se de flores (de todos as cores e feitios), e regressam os frutos da época (as ameixas e os damascos; os pêssegos e as cerejas também não demorarão muito...).
Com a Primavera fica a faltar cada vez menos tempo para obter resultados, cumprir objectivos, ir de férias, rever-vos... E para as noites quentes, as gargalhadas acompanhadas de caipirinhas e morangoskas, o deitar cada vez mais tarde e acordar cedo com o sol a bater no rosto(dando os bons-dias e a não dar hipótese de começar o dia com mau humor!).
A Primavera anuncia o renascer da Natureza, o fim do Inverno e dos dias cinzentões, frios e chuvosos...
E imperativo deixarmo-nos contagear por toda a sua cor e harmonia! Iluminarmo-nos e Renovarmo-nos por Fora e (sobretudo) por Dentro! E (re)nascer, porque não?!
quarta-feira, 17 de março de 2010
O futuro é inventado pelo homem
"Temos de descobrir em cada obra este centro, o mais profundo do homem, em que a ciência e poesia são apenas um, são só um acto: o acto da criação continuada do homem, resolutamente orientado para a invenção do futuro.
(...) O futuro, não o descobrimos como Cristóvão Colombo descobriu a América. Não temos que descobri-lo, temos que o inventar. (...)
O homem só se define pelo seu futuro, pelos seus possíveis. Por ele, toda a realidade nasce de um mar de possíveis. A própria história só pode ser abordada do ponto de vista do futuro: não é a realização dum plano divino, nem um amontoado de "dados brutos". Não é a passagem determinista da causa ao efeito, mas sim a passagem finalizada, propriamente humana, do possível para o real.
O homem é olhar em frente, é movimento para diante. Para modificar o mundo: não a predição do futuro, mas sim a invenção do porvir. (...)
A esperança não pode deduzir-se de nenhuma experiência. Pelo contrário, há conflito permanente e necessário entre a experiência e a esperança. Porque a experiência só diz respeito ao passado e ao presente. A esperança é a antecipação militante do futuro. O homem nasce com o aparecimento do projecto. Contrariamente às outras espécies animais, accionadas por impulsos instintivos do passado, o futuro que o homem concebe exerce uma influência eficaz sobre o presente que por ele é construído."
(...) O futuro, não o descobrimos como Cristóvão Colombo descobriu a América. Não temos que descobri-lo, temos que o inventar. (...)
O homem só se define pelo seu futuro, pelos seus possíveis. Por ele, toda a realidade nasce de um mar de possíveis. A própria história só pode ser abordada do ponto de vista do futuro: não é a realização dum plano divino, nem um amontoado de "dados brutos". Não é a passagem determinista da causa ao efeito, mas sim a passagem finalizada, propriamente humana, do possível para o real.
O homem é olhar em frente, é movimento para diante. Para modificar o mundo: não a predição do futuro, mas sim a invenção do porvir. (...)
A esperança não pode deduzir-se de nenhuma experiência. Pelo contrário, há conflito permanente e necessário entre a experiência e a esperança. Porque a experiência só diz respeito ao passado e ao presente. A esperança é a antecipação militante do futuro. O homem nasce com o aparecimento do projecto. Contrariamente às outras espécies animais, accionadas por impulsos instintivos do passado, o futuro que o homem concebe exerce uma influência eficaz sobre o presente que por ele é construído."
Roger Garaudy, Palavra de homem
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Estrela do Mar
Estrela do Mar, de Rui Cabeço (in: www.olhares.com)"...Não sei se era maior
O desejo ou o espanto
Só sei que por instantes
Deixei de pensar
Uma chama invisível
Incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível
Fez-me acreditar
Em silêncio trocámos
Segredos e abraços
Inscrevemos no espaço
Um novo alfabeto
Já passaram mil anos
Sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada
Para a estrela do mar..."
Jorge Palma
sábado, 20 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Segredos, de Ana Rita Vaz Cruz (in: www.olhares.com)"Depois ouvi uma voz... Era apenas a minha própria voz, falando do interior de mim mesma. Mas era a minha voz como antes a ouvira. Era a minha voz, mas perfeitamente sensata, calma e compassiva. Era o tom que a minha voz teria se a minha vida tivesse sido exclusivamente pautada pelo amor e pela certeza."
Elizabeth Gilbert - Comer, Orar, Amar
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Porquê?!
Toque macio, de Rodrigo Silva (in: www.olhares.com)Porque há pessoas que dão de si (descomprometidamente, sem reservas ou esperar algo em troca)e no final ainda esboçam um sorriso e até piscam o olho... Porque teimamos em responder torto, cerrar os dentes, adoptar uma feição carrancuda para com os outros, como se tivessem conspirado, conjuntamente, contra nós!!
Há que sorrir para os outros (até para a própria vida) e esperar receber sorrisos...:) e se eles nos derem limões, façamos limonada (com muito açúcar!!)
Há que sorrir para os outros (até para a própria vida) e esperar receber sorrisos...:) e se eles nos derem limões, façamos limonada (com muito açúcar!!)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Um brinde à Amizade!!!
Hoje, nas nove ilhas do Arquipélago dos Açores, comemora-se o Dia das Amigas. Aqui, só me lembro desse pormenor quando recebo uma mensagem de alguém do outro lado do Atlântico...e, assim, começa, um dia de nostalgia.
Relembro as comemorações de outros tempos, meticulosamente organizadas entre amigas, para que o dia tivesse o brilho merecido, com direito a almoços ou jantares e até mesmo troca de prendinhas... Aqui, desejo um Feliz Dia das Amigas, ano após ano, e explico a origem deste dia. A ideia é acarinhada, embora só nos Açores pareça realmente fazer sentido, mas não vacilo.
É o momento ideal, pelo menos para mim, para relembrar a todas(os) as(os) minhas(meus) amigas(os) o quão importantes são na minha vida. Sinto-me feliz por vos considerar da família, aquela que criei desde que saí de casa, e saber que posso contar convosco para os bons e os maus momentos.
A todos vocês, até mesmo aos que estão mais distantes, o meu muito obrigada por me terem "adoptado", por me ouvirem vezes sem fim, me fazerem sorrir e sentir que não estou só. Por me aconselharem, de partilharem comigo os bons e os maus momentos, me abrirem os olhos ou me estenderem a mão para que me levante após uma queda.
Mesmo que nem sempre nos falemos, tenhamos conhecimento dos últimos acontecimentos das nossas vidas estão todos no meu coração e estou certa que ficarão cá durante muito, muito tempo!!
Hoje, e ano após ano, brindaremos à Amizade pois seria incapaz de sobreviver sem vocês!
Relembro as comemorações de outros tempos, meticulosamente organizadas entre amigas, para que o dia tivesse o brilho merecido, com direito a almoços ou jantares e até mesmo troca de prendinhas... Aqui, desejo um Feliz Dia das Amigas, ano após ano, e explico a origem deste dia. A ideia é acarinhada, embora só nos Açores pareça realmente fazer sentido, mas não vacilo.
É o momento ideal, pelo menos para mim, para relembrar a todas(os) as(os) minhas(meus) amigas(os) o quão importantes são na minha vida. Sinto-me feliz por vos considerar da família, aquela que criei desde que saí de casa, e saber que posso contar convosco para os bons e os maus momentos.
A todos vocês, até mesmo aos que estão mais distantes, o meu muito obrigada por me terem "adoptado", por me ouvirem vezes sem fim, me fazerem sorrir e sentir que não estou só. Por me aconselharem, de partilharem comigo os bons e os maus momentos, me abrirem os olhos ou me estenderem a mão para que me levante após uma queda.
Mesmo que nem sempre nos falemos, tenhamos conhecimento dos últimos acontecimentos das nossas vidas estão todos no meu coração e estou certa que ficarão cá durante muito, muito tempo!!
Hoje, e ano após ano, brindaremos à Amizade pois seria incapaz de sobreviver sem vocês!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Percursos
Por inúmeras vezes (mais do que aquelas que desejávamos!) somos assombrados por dúvidas que nos parecem arrefecer as convicções!
Ficamos imobilizados pelo medo de estarmos a andar na direcção errada. Olhamos para trás e imaginamos o percurso paralelo. Sentimo-nos numa encruzilhada sem indicação do percurso mais acertado para nós. Corremos para os nossos amigos (das boas e más horas!) e, fragilizados, partilhamos a(s) nossa(s) dúvida(s) existencial(ais). Pedimos-lhes opinião. Ouvimo-los com a máxima atenção. Eliminamos da nossa memória os aspectos menos importantes e sublinhamos as dicas que, a nosso ver, nos serão fundamentais para a decisão final.
Entretanto, ouvimos mais umas opiniões... Reflectimos... Ouvimo-nos a nós mesmos... E voltamos a reflectir....
Finalmente damos um pequeno passo... recuamos dois... damos mais um passo e.... estamos exactamente no ponto de partida mas... com mais dúvidas ainda!
Enquanto andamos nisto, a vida não pára de nos fornecer pistas (muitas delas aparentemente imperceptíveis, sobretudo para os mais distraídos...).
Por fim, acabamos por nos decidirmos por um caminho, mais ou menos confiantes, mais ou menos convencidos de que fizemos a escolha acertada... (o tempo encarregar-se-à de nos dar razão ou criar um atalho...). Saboreamos aquela que consideramos a ultrapassagem do Cabo das Tormentas.
Muitos acabam por passar uma vida iludidos de que foram os comandantes desta caravela dos descobrimentos em terras de incertezas e decisões quando, na verdade,quem tomou o comando foi a própria vida que se esgota nos passos que damos e que não nos deixa encostar à berma e vê-la passar à nossa frente!!!
Ficamos imobilizados pelo medo de estarmos a andar na direcção errada. Olhamos para trás e imaginamos o percurso paralelo. Sentimo-nos numa encruzilhada sem indicação do percurso mais acertado para nós. Corremos para os nossos amigos (das boas e más horas!) e, fragilizados, partilhamos a(s) nossa(s) dúvida(s) existencial(ais). Pedimos-lhes opinião. Ouvimo-los com a máxima atenção. Eliminamos da nossa memória os aspectos menos importantes e sublinhamos as dicas que, a nosso ver, nos serão fundamentais para a decisão final.
Entretanto, ouvimos mais umas opiniões... Reflectimos... Ouvimo-nos a nós mesmos... E voltamos a reflectir....
Finalmente damos um pequeno passo... recuamos dois... damos mais um passo e.... estamos exactamente no ponto de partida mas... com mais dúvidas ainda!
Enquanto andamos nisto, a vida não pára de nos fornecer pistas (muitas delas aparentemente imperceptíveis, sobretudo para os mais distraídos...).
Por fim, acabamos por nos decidirmos por um caminho, mais ou menos confiantes, mais ou menos convencidos de que fizemos a escolha acertada... (o tempo encarregar-se-à de nos dar razão ou criar um atalho...). Saboreamos aquela que consideramos a ultrapassagem do Cabo das Tormentas.
Muitos acabam por passar uma vida iludidos de que foram os comandantes desta caravela dos descobrimentos em terras de incertezas e decisões quando, na verdade,quem tomou o comando foi a própria vida que se esgota nos passos que damos e que não nos deixa encostar à berma e vê-la passar à nossa frente!!!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Querido 2010...
Calendário Solar "Asteca", de Emerson Luís de Souza (in: www.olhares.com)Querido 2010, quero desejar-te as boas vindas!
Dizer-te que espero que superes o ano que findou. Não que ele tenha sido mau para mim, mas porque simplesmente quero mais de ti.
Não quero começar esta caminhada contigo com o pé esquerdo, mas sim de mão dada, olhando fixamente a linha do horizonte, pois é para lá que vamos...
Antes de mais preciso dizer-te que:
Estou preparada para seguir em frente!
Para superar os meus medos, contrariar a minha vontade de dar um passo atrás.
Estou preparada para ultrapassar contigo os (inevitáveis) dias menos bons.
Fazer tudo para ultrapassar, com distinção, todos os obstáculos que surgirem. Não vamos ceder perante eles!
Estou preparada para saborear cada conquista.
Estou preparada para surpreender e ser surpreendida.
Mimar e ser mimada.
Amar e ser amada.
Dar de mim e receber dos outros (sem reservas)
Rir e chorar. Falar e ouvir. Avançar e recuar.
E sonhar... Sonhar muito!
Vamos a isso, não há tempo a perder...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Açores = Turismo Sustentável de qualidade
Haverá poucos destinos no Mundo em que a Natureza se mostra tão generosa e surpreendente para o visitante como os Açores.
Ano após ano, em cada uma das nove ilhas, e muito especialmente nas menos povoadas, a acção da natureza exprime-se com surpreendente fogosidade neste canto do mundo chamado Açores, onde a acção do homem é mais tímida e visivelmente mais contida.
Por isso mesmo, o arquipélago dos Açores foi considerado pela National Geographic o segundo Melhor destino do Mundo para o Turismo Sustentável.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Hora de partir...
de partida, de Miguel Ângelo Araújo Almeida (in: www.olhares.com) Há muito que aguardava este delicioso momento da partida.
Vou viajar para recuperar energias.
Reconquistar o tempo roubado aos afectos da minha família.
Vou ao encontro da paz e da tranquilidade. Colocar as ideias em ordem.
Procurar respostas. Apaziguar inquietações antigas.
Vou em busca de mim mesma...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Há muito que aguardava o nosso (re)encontro...
Poder absorver a doçura do teu olhar e do teu sorriso.
Saber de ti...
Encontrar-te em mim, num cantinho especial que faz de ti uma pessoa ainda mais especial...
Viver cada minuto, alheia a tudo o que se passava à nossa volta e...
Não conseguir disfarçar o sorriso de felicidade de te ter por perto!!
Poder absorver a doçura do teu olhar e do teu sorriso.
Saber de ti...
Encontrar-te em mim, num cantinho especial que faz de ti uma pessoa ainda mais especial...
Viver cada minuto, alheia a tudo o que se passava à nossa volta e...
Não conseguir disfarçar o sorriso de felicidade de te ter por perto!!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
E de novo acredito
Que nada do que é importante
Se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos,
Pensando ser donos das coisas,
Dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei,
Todos os amigos que se afastaram,
Todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada,
Apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre...
Poeta Escondido
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
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