domingo, 15 de agosto de 2010





As ruas da minha cidade
Abriram os olhos de encanto para te ver passar

As pedras calaram os passos
E as casas abriram janelas, só p'ra te ouvir cantar

Porque há muito, muito tempo
Não vinhas ao teu lugar
Ninguém sabia ao certo onde te procurar

Da próxima vez
Não vás sem deixar destino ou direcção
Se houver próxima vez, não esqueças
Leva contigo recordação e um beijo pendurado
Ao peito do teu coração

Quisemos saber como estavas
Se a vida tinha tomado bem conta de ti

Ou se a vida teve medo
E eras tu que a levava
, refugiada em ti

Cada Verão que passava, sentíamos-te chegar
Como era possível que o Sol se atrevesse a brilhar


Deves trazer tantas histórias
Tantas que algumas ficaram caídas por aí

Outras eu tenho a certeza, o teu fogo na alma queimou
Deixaram de existir

Só queremos saber se és a mesma que vimos partir
Não existe mundo lá fora que te possa destruir


Tenho a certeza que não sou a mesma que partiu, mas há coisas que nunca mudam...
Uma delas é saber-me bem os mimos daqueles que anseiam e alegram-se com o meu regresso às origens...

E é tão bom receber estes mimos...:-)


sábado, 14 de agosto de 2010

Agosto, mês de vi(r)agem!

No cimo da montanha, de Miguel Afonso (in: www.olhares.com)


Esperava, ansiosamente, este momento.
Como se estivesse chegado ao cimo de uma montanha, e antes de me preparar para a descida, fizesse uma pausa...

Depois desta subida árdua, não fui derrubada mas sinto-me mais forte! Agora só preciso de ficar aqui a olhar o céu, beber das cores quentes do pôr do sol e respirar este ar renovado.

Está breve um novo amanhecer...sinto-o!

Este Agosto é sinónimo de viagem (até às origens!) e de viragem...como já começo a querer estar "habituada"
...


A chegada

Nas nuvens, de Alexandre Carvalho (in: www.olhares.com)


Depois de um dia que começou cedo demais e de sentir o peso do cansaço desta longa viagem, não posso renegar a tranquilidade que me invadiu ao pisar o solo desta "minha" terra.

Já me tinha (quase) esquecido como sabe a serenidade, quando da nossa pequena janela vemo-nos a sobrevoar as nuvens... brancas e suspensas a fazer lembrar algodão doce...

Como é doce esta dádiva da Natureza, tão invisível e insignificante aos olhos dos demais que apenas anseiam pelo momento da aterragem e pelo fim desta viagem... Mas tento não pensar no seu desfecho e absorvo estes momentos, deixo-me invadir por essa serenidade, cada vez mais um artigo de luxo, nos dias que correm freneticamente...

Chego ao meu destino tranquila...(e não! não é apenas o cansaço que se apodera do meu ser)... começa agora a viagem, a minha viagem!




terça-feira, 10 de agosto de 2010

O futuro e o que nele projectamos...

Além do Horizonte, de Paulo Henrique Rodrigues (in: www.olhares.com)


"Somos e realizamo-nos em função de uma escala temporal dividida entre passado, presente e futuro. Não somos sem tempo. Não existimos fora dele. Por muito que nos isolemos ou que tentemos não pensar o tempo está lá. Sempre.

Não é pois por acaso que a nossa relação com o tempo condiciona aquilo que somos, o que fazemos, a forma como vivemos e o que sentimos...

A dimensão temporal «futuro» está a transformar-se numa das nossas angústias existenciais mais limitativas. Até por questões culturais e de educação, o futuro é-nos apresentado como incerto, o lugar de todas as possibilidades (desconhecidas e incertas), o lugar onde tudo pode acontecer, o lugar que não podemos controlar. O lugar da concretização dos nossos desejos e dos nossos sonhos mas, igualmente, o lugar da ansiedade e da angústia face à possibilidade de não conseguirmos. O lugar onde podemos vir a sofrer. O lugar onde podemos vir a não ser...

De facto, a nossa felicidade passa muito pela forma como somos ou não capazes de nos projectar no futuro. Embora podendo estar a passar por um momento difícil, aquilo que verdadeiramente nos paralisa é a possibilidade da nossa situação angustiante se manter ou agravar-se. E, nestes momentos de angústia, passamos a sentir não tanto a vivência do momento mas o receio de que o momento angustiante se venha a agravar, que seja algo interminável...

Ver o futuro como um lugar inseguro é uma atitude de sabotagem da nossa própria acção e das nossas capacidades, da nossa força de vontade. Uma atitude de sabotagem daquilo que nos faz ultrapassar os obstáculos (naturais) que a vida nos apresenta (e nos apresentará sempre)! Força de vontade que é inata em nós mas que, tantas vezes, não usamos.

Por isso, deixemo-nos de pensar nas incertezas e naquilo que podemos perder no futuro. Concentremo-nos, em vez disso, naquilo que podemos vir a ganhar. Concentremo-nos em tudo aquilo que enche os nossos corações de felicidade. Veremos que, no futuro, a felicidade que projectamos estará lá..."

Teresa Marta
Consultora de Bem-estar e Desenvolvimento Pessoal


Tela

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

No limite...

Fúria, de Vítor Manuel Ribeiro (in: www.olhares.com)


Há dias em que tudo leva a crer que nos estão a testar os limites...

Pelo sim pelo não, mais vale "engolir" água do que fazer rebentar a ondulação naqueles que a provocaram nas profundezas do nosso ser!!



sábado, 7 de agosto de 2010

A ver vamos...


[porque] tentas de novo...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Finalmente sexta-feira!

Innocent walk, de Daniela Sousa (in: www.olhares.com)


Custou mas consegui sobreviver a mais uma semana " cheia" de trabalho, insónias, revelações e muitas emoções à mistura!

domingo, 1 de agosto de 2010

Quando dás um pouco mais...




Tem mais sabor se é por amor
brilha mais o que é bonito
Kuya bué... se for sem pé! Kuya bué... se for na fé!
É bom sinal, se é natural deixa fluir
Gosto quando dás um pouco mais de ti,
Fico feliz quando dás um pouco mais de ti!


Deixa cair o véu, prometo não cairá o céu, deixa-te revelar... prometo, a música vai te embalar
Vá...deixa-te levar de olhos fechados, tens que te abandonar para poder voar
Gosto tanto quando dás um pouco mais de ti,
Fico feliz quando dás um pouco mais de ti!


Balança na mudança, com esperança, flutua balançando feito criança.
O nosso bailoço é...? O meu baloiço é...?

Uma trança de cabelo de uma deusa do Olimpo celeste!
Que a beleza sempre se manifeste!
deixa-te levar prometo a música vai te embalar,
Sente a frescura: brisa doce na cara


Edifica positiva,
Energiza, saboreia o dia...


Sara Tavares


Em contagem decrescente...

Em contagem, de Cláudia (in: www.olhares.com)


... para as férias e o regresso às origens!


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Estou à tua espera..., de Maria (in: www.olhares.com)


Acabaremos nós sempre por chegar onde nos esperam...?

E será que nos esperam mesmo?!


domingo, 25 de julho de 2010

Em frente, de Vieirinha (in: www.olhares.com)


"Vamos crescendo, mudando de forma, deparamo-nos com algumas fraquezas que têm de ser corrigidas, nem sempre escolhemos a melhor solução, mas apesar de tudo continuamos em frente, tentando manter-nos erectos, correctos."


Paulo Coelho (Zahir)


De vez em quando...

Cais ao amanhecer, de Patrícia Espada (in: www-olhares.com)


... E de quando em vez voltamos a um (qualquer) cais de onde, um dia, içámos âncoras e partimos em busca de novos destinos, convictos que nunca regressaríamos... Contudo, a vida é demasiado imprevisível, o "nunca" um termo dúbio e vezes sem conta vemos que nos trocaram as voltas!

Nos últimos tempos, na mesma medida em que vou em busca de novos destinos, vejo-me a regressar a lugares passados... talvez por navegar ao sabor do vento e nem sempre este me guiar rumo ao desconhecido...

E agora que os revisito vejo-os com um outro olhar, percebo-lhe as diferenças e confronto essas constatações com os apontamentos do meu pequeno diário de bordo, e pouco parece estar em consonância...

Porque voltei?
Será que no passado a minha passagem por cá não fazia qualquer sentido e foi um mero "acidente de percurso", um desvio forçado para evitar alguma tempestade em alto mar?
Será que desta vez, este acaso não é por acaso...?
Será uma forma de recuar no tempo e substituir as reticências finais por novos dados concretos e, assim, encerrar definitivamente um capítulo?



segunda-feira, 19 de julho de 2010

E de repente...

Praia Vieira Sunset, de Ricardo Gouveia (in: www.olhares.com)


... parece que toda a gente está de férias menos eu,
e ainda faltam duas eternidades e meia até que a minha vez chegue!



terça-feira, 13 de julho de 2010

Um contra o outro...



Anda
Desliga o cabo que liga a vida a esse jogo
Joga comigo um jogo novo
Com duas vidas - Um contra o outro

Já não basta esta luta contra o tempo
Este tempo que perdemos a tentar vencer alguém
E ao fim ao cabo que é dado como um ganho
Vai-se a ver desperdiçarmos sem nada dar a ninguém

Anda
Faz uma pausa, encosta o carro, sai da corrida
Larga essa guerra que a tua meta
Está deste lado da tua vida

Muda de nível, sai do estado invisível
Põe o modo compatível com a minha condição
Que a tua vida é real e repetível
Dá-te mais que o impossível se me deres a tua mão

Sai de casa e vem comigo para a rua
Vem, que essa vida que tens
Por mais vidas que tu ganhes
É a tua que mais perde se não vens...

Anda
Mostra o que vales, tu nesse jogo vales tão pouco
Troca de vício por outro novo
Que o desafio é corpo a corpo

Escolhe a alma, a estratégia que não falha - o lado forte da batalha
Põe no máximo que der

Dou-te a vantagem: tu com tudo e eu sem nada
Que mesmo assim desarmada, vou-te ensinar a perder

Sai de casa e vem comigo para a rua
Vem, que essa vida que tens
Por mais vidas que tu ganhes
É a tua que mais perde se não vens...

(Deolinda)



quinta-feira, 8 de julho de 2010


...Feliz quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega
a natural ventura!


Ricardo Reis

Cada dia sem gozo não foi teu

segunda-feira, 5 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Porquê?

desespero, de Catarina Miranda (in: www.olhares.com)



Por que motivo recuamos quando devíamos avançar?
E agimos quando mais valia estarmos bem quietos?

(... é que já não suporto ouvir aquela voz interior a dizer-me constantemente
"...Eu bem sabia que devias ter estado bem sossegadinha!!!
eu bem sabia!...")


terça-feira, 29 de junho de 2010

(Lido algures...)

O barco do tónho basqueiro, de Carlos Vicente (in: www.olhares.com)

Por vezes, a falta de energia leva-nos a deixar de acreditar que alguma vez sejamos capazes de conseguir chegar ao que queremos.
Abandonamos o barco ainda antes de sair do porto e a nossa viagem foi apenas imaginária...


domingo, 27 de junho de 2010




Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz

Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora

Rui Veloso, Canção de Alterne



sábado, 26 de junho de 2010

Luz

Nas mãos de uma criança, de Nelson Afonso (in: www.olhares.com)


Se está a procurar crescer, observe os outros, mais jamais procure agir exactamente como eles. Cada pessoa tem um caminho diferente na vida. Não nos transformamos em mestres, porque sabemos repetir o que estes fazem, mas porque aprendemos a pensar por nós mesmos.

Descubra a sua própria luz ou passará o resto da sua vida como um pálido reflexo da luz alheia!


Alexandre Rangel

O que podemos aprender com os gansos


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cobiça a quanto obrigas...



Ultimamente, por diversas vezes, apercebo-me de pessoas que parecem viver uma vida que não é a delas. Estão constantemente de olhos postos em alguém que admiram, na mesma medida que invejam e cobiçam o que têm, o que fazem, o que desejam...

Passam a tentar alcançar um objectivo que não é o seu, a tentar (a todo o custo!) ocupar um lugar que não é o seu, a medir (milimetricamente!) o grau de felicidade da outra pessoa para poder demonstrar que é ainda mais feliz e o grau de tristeza e desânimo numa tentativa de desmoralizar e, assim, ganhar alguma espécie de vantagem em relação ao outro. E não é porque as faça mais felizes...mas, por momentos, alimenta o Ego, e isso dá-lhes a sensação de que são poderosas!

Quando conheço mais uma pessoa que encaixa perfeitamente neste papel de personagem secundária que, ao sentir-se ofuscada, só entra em cena quando o actor principal está aparentemente desprotegido e frágil, pois só assim poderá tirá-lo do palco, de preferência antes que os aplausos surjam, nada mais me ocorre que a história da Gata Borralheira e das suas irmãs invejosas que, a todo o custo, queriam que o sapato perdido na noite do baile do Príncipe lhes servisse nos pés...Por muitas interessadas, o sapato apenas serviu a uma - a própria dona!

E pergunto (porque me faz imensa confusão) por que motivo há pessoas que investem tanta energia nisso?

Tenho cá para mim que é, sim, uma tentativa de camuflar uma insegurança e frustração desmedidas, por não conseguirem sequer seguir os seus sonhos e lutar para que eles se concretizem...e para se sentirem menos mal com isso lá vão fazendo de conta que são umas exímias lutadoras!



É que isto de lutar dá uma trabalheira, nem sempre surte resultados à primeira tentativa, requer persistência... mas como há quem, mesmo assim, não baixe os braços, mais vale ficar-se sossegadinho à espera que alguém se ponha a jeito, mostre o caminho desbravado, para que se possa traçar um atalho alternativo e quiçá ainda lá se chegar primeiro! Pena que só percebam, tarde demais, que os atalhos raramente levam a bom porto... e resultados? poucos ou nenhuns....ah pois é!


Bem... restam sempre duas hipóteses:
assumirem o papel de vítimas

ou reduzirem as conquistas de outrem a uma questão de sorte!!




quarta-feira, 23 de junho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Verão chegou...

Verão no Rio, de Paulo Roberto Teixeira Barbosa (in: www.olhares.com)


E com ele, estão cada vez mais próximas as férias, o regresso às origens, as tradicionais festinhas de verão, os passeios à beira-mar, os gelados, as esplanadas e as caipirinhas
...




domingo, 20 de junho de 2010

O segredo da felicidade

A chave do segredo, de Alexandra Llorente Saraiva (in: www.olhares.com)


Diz, uma história antiga, que os deuses tinham muito medo de que o ser humano fosse perfeito, pois, se assim fosse, não precisariam mais deles. Resolveram reunir-se para decidir o que fazer. O mais sábio dos deuses disse:

- Vamos dar ao homem tudo o que pudermos, menos o segredo da felicidade.

- Mas os humanos, como são muito inteligentes, vão acabar também por por descobrir esse segredo! - disseram os outros deuses em coro.

- Não, isso não vai acontecer - disse o sábio. - Vamos esconder a felicidade num lugar onde eles nunca irão encontrar: dentro de eles mesmos!


sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010)


“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome,
essa coisa é o que somos.”


______________________________________

José Saramago nunca abdicou de pensar por si próprio, mesmo que isso
"incomodasse" umas quantas pessoas... e é por isso que será sempre recordado!


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tentar...

A tentação, de António Manuel Pinto da Silva (in: www.olhares.com)


1. Buscar, procurar, tratar de conseguir...
2. Instigar, induzir ao mal...
3. Empreender, intentar...
4. Pretender, diligenciar...
5. Mostrar o intento de...
6. Exercitar, experimentar...
7. Provocar...
8. Arriscar...
9. Pôr à prova...
10. Expor-se a...
11. Aventurar-se...
12. Deixar-se seduzir...


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Porque...

Tu e a ausência de ti, de Batata (in: www.olhares.com)


Por muitas conquistas e objectivos superados...
Muita alegria e a sensação de se estar de bem com a vida...
Parece haver sempre um pedaço de nós incompleto...
escuro, de difícil acesso, frio e, aparentemente, impreenchível!




sexta-feira, 11 de junho de 2010

Em contagem decrescente...

Linha de comboio, de Luís Ricardo (in: www.olhares.com)

Para o fim-de-semana por outras paragens...


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sem sombra de dúvidas, de Sonya


Cada passo que dás
ao meu encontro

é um gelo de mãos

sobre o meu corpo inteiro.

Revolve-me o espaço

confunde-me as distâncias...



João Miguel Henriques (in: O Sopro da Tartaruga)


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um novo amanhecer...

Cores na Carrasqueira, de Jorge Nelson Alves (in: www.olhares.com)


Olhar fixo na linha do horizonte... lá, onde o dia e a noite trocam carícias tão fugazmente, o amanhecer parece ainda mais belo e intenso quanto incrivelmente longínquo.

Gosto de aqui ficar a contemplá-lo e a tentar apurar quanto medirá a lonjura que nos separa mas acabo, inevitavelmente, por me perder nos cálculos.

É então que me lanço ao mar e aposto no desconhecido. Não sei o que me espera, que tempestades terei de ultrapassar, que lutas terei de travar (comigo mesma) para não me deixar vencer pelo desânimo, quantas vezes me terei de perder para me encontrar, quantos os momentos em que me sentirei à deriva ou com medo, esse medo que me paralisa e faz sentir só...

Mas o vento parece estar de feição... porque teimar em remar contra a maré ou manter-me neste cais, onde permaneci, confortavelmente, (talvez) demasiado tempo?

Evito olhar para trás, para que não me sinta tentada a recuar. Desta vez é diferente... sou eu que quero ir, sou eu que sei que nesse cais faz frio demais para apostar em ti, em nós!

Quebro as amarras que me prendem a ti, levando comigo somente o que mudaste em mim... e vou lembrar-me de ti em cada anoitecer, feliz por saber que a noite é efémera e sempre dará lugar a um novo amanhecer...


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ser criança...

Olhar de uma criança, de Kim Ramalho (in: www.olhares.com)


Ontem, as crianças sairam às ruas, enchendo-as de cor e alegria, para comemorar o seu dia!
Inevitavelmente, viajamos pelo nosso imenso mundo das memórias e regressamos à nossa infância.

Recordo, uma vez mais, como fui uma criança feliz! Uma menina "senhora do meu nariz", ávida de conhecimento, criativa na forma de contornar os "nãos" que ouvia...com todo o tempo do mundo para aprontar mais alguma asneira!

Mas do que eu tenho mais saudades é de receber mimos, sem parecer frágil e carente. De acreditar que só existem pessoas más na ficção! De ter a capacidade de perdoar e esquecer alguma coisa que me fazem ou dizem... sem guardar qualquer mágoa! De não ter medo de arriscar, de cair e de me levantar com mais força para chegar à meta traçada! E de sonhar, sonhar muito, acreditando que há sempre uma forma de tornar possível cada um desses sonhos!



terça-feira, 1 de junho de 2010

Não custa tentar!!

Ask Ölmez, de David (in: www.olhares.com)


Sinto-me tentada a experimentar ver o mundo ao contrário,
pode ser que assim muita coisa passe a fazer (algum) sentido...




domingo, 30 de maio de 2010

Caminhos que se cruzam, marcas que se perdem, de Leila Lage (in: www.olhares.com)



O acaso é um grande fazedor de destinos.
..




quinta-feira, 27 de maio de 2010

DiA NãO!!



Hoje foi um daqueles dias em que, se pudesse, partia a loiça toda...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Desespero, de Nokas (in: www.olhares.com)


Em busca de um sentido para aquele silêncio imprevisível, inquietante, ensurdecedor...

Um silêncio estanho que (estranhamente) causou estragos cá dentro.




terça-feira, 11 de maio de 2010

A sonhar com o Verão, de João Luís (in: www.olhares.com)


Um dia saio da zona de conforto e.... ARRISCO!!!


sábado, 24 de abril de 2010

Amigo é um termo dúbio

Pisei o risco?, de Bia Vale (in: www.olhares.com)


Ontem as águas estavam serenas
, mantinham a distância certa
Éramos cúmplices apenas sem ter o coração alerta

Amigo era um sentimento
sem fazer calor nem frio
Tudo entre nós era simples
como as coisas em pousio

Foi qualquer gesto que fizeste
, qualquer coisa que disseste
Que mudou a situação


... Cada olhar, cada risada
é um terreno movediço

Amigo é um termo dúbio
Desses que a língua contém
Vê-se a linha de fronteira
Dá-se um passo e está-se em terra de ninguém...


Adaptado de "Amiga é um termo dúbio", de Rui Veloso

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sozinho, de Amarildo Neves (in: www.olhares.com)


A felicidade humana geralmente não se consegue com grandes golpes de sorte, que poucas vezes acontecem, mas com pequenas coisas que acontecem todos os dias.

Benjamin Franklin

terça-feira, 30 de março de 2010

O que eu desejo ainda não tem nome...


" Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.

Eu não quero uma verdade inventada.
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência mas sim de sentir, de entrar em contacto...

O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.

É difícil perder-me. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.


Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo de chuvas tempestivas, nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."


Clarice Lispector

Feliz aniversário amigo!

A luz de velas, de Jéssica Alves de Sousa (in: www.olhares.com)

Parabéns menino E., hoje é o teu dia!

E é uma boa oportunidade a aproveitar para te dizer que...
Amanhã, depois de amanhã, e nos dias que se seguirão também serão teus na busca da merecida felicidade;
Espero continuar a ter o privilégio de ter-te por perto para partilhar alegrias e puxar-te para cima nos dias menos bons, desabafar, ensinar e aprender contigo!
Porque há pessoas que aparecem, quase que por acaso, nas nossas vidas mas não é por acaso que permanecem!


terça-feira, 23 de março de 2010

Constatação

Todas as cartas de amor..., de J. Pedro Martins (in: www.olhares.com)


Nascemos todos com vontade de amar.

Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor que não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são sempre bem-vindos, às vezes, mas não são o que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.

Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.

Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. (...)

Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei...


Miguel Sousa Tavares

domingo, 21 de março de 2010

Chegada da Primavera

Chuva de Primavera, de Roberto Martins (in: www.olhares.com)


Por aí, um pouco por toda a parte, começam a surgir os primeiros sinais da chegada da Primavera!

Com ela chegam os dias mais solarengos, os finais de tarde que não convidam a regressar logo a casa (felizmente!), as roupas mais leves e coloridas (os acessórios mais arrojados e vistosos!!), as actividades ao ar livre, as esplanadas, as viagens ao fim-de-semana (menos vezes adiadas pelo mau tempo!). Os campos inundam-se de flores (de todos as cores e feitios), e regressam os frutos da época (as ameixas e os damascos; os pêssegos e as cerejas também não demorarão muito...).

Com a Primavera fica a faltar cada vez menos tempo para obter resultados, cumprir objectivos, ir de férias, rever-vos... E para as noites quentes, as gargalhadas acompanhadas de caipirinhas e morangoskas, o deitar cada vez mais tarde e acordar cedo com o sol a bater no rosto(dando os bons-dias e a não dar hipótese de começar o dia com mau humor!).

A Primavera anuncia o renascer da Natureza, o fim do Inverno e dos dias cinzentões, frios e chuvosos...
E imperativo deixarmo-nos contagear por toda a sua cor e harmonia! Iluminarmo-nos e Renovarmo-nos por Fora e (sobretudo) por Dentro! E (re)nascer, porque não?!




quarta-feira, 17 de março de 2010

O futuro é inventado pelo homem

Eu toco sonhos, de Marilise Oliveira (in: www.olhares.com)

"Temos de descobrir em cada obra este centro, o mais profundo do homem, em que a ciência e poesia são apenas um, são só um acto: o acto da criação continuada do homem, resolutamente orientado para a invenção do futuro.
(...) O futuro, não o descobrimos como Cristóvão Colombo descobriu a América. Não temos que descobri-lo, temos que o inventar. (...)
O homem só se define pelo seu futuro, pelos seus possíveis. Por ele, toda a realidade nasce de um mar de possíveis. A própria história só pode ser abordada do ponto de vista do futuro: não é a realização dum plano divino, nem um amontoado de "dados brutos". Não é a passagem determinista da causa ao efeito, mas sim a passagem finalizada, propriamente humana, do possível para o real.
O homem é olhar em frente, é movimento para diante. Para modificar o mundo: não a predição do futuro, mas sim a invenção do porvir. (...)
A esperança não pode deduzir-se de nenhuma experiência. Pelo contrário, há conflito permanente e necessário entre a experiência e a esperança. Porque a experiência só diz respeito ao passado e ao presente. A esperança é a antecipação militante do futuro. O homem nasce com o aparecimento do projecto. Contrariamente às outras espécies animais, accionadas por impulsos instintivos do passado, o futuro que o homem concebe exerce uma influência eficaz sobre o presente que por ele é construído."


Roger Garaudy, Palavra de homem



domingo, 28 de fevereiro de 2010

Estrela do Mar

Estrela do Mar, de Rui Cabeço (in: www.olhares.com)



"...Não sei se era maior
O desejo ou o espanto
Só sei que por instantes
Deixei de pensar

Uma chama invisível
Incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível
Fez-me acreditar

Em silêncio trocámos
Segredos e abraços
Inscrevemos no espaço
Um novo alfabeto

Já passaram mil anos
Sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada
Para a estrela do mar..."


Jorge Palma



sábado, 20 de fevereiro de 2010

Voar, de Ricardo Pinho Lemos (in: www.olhares.com)


"Uma das coisas mais estranhas e fascinantes desta actividade a que chamamos pensar, é o facto de cada um poder inventar, para lá dos seus próprios pensamentos, uma maneira de pensar que seja só sua."


Hughes, 2002


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Segredos, de Ana Rita Vaz Cruz (in: www.olhares.com)


"Depois ouvi uma voz... Era apenas a minha própria voz, falando do interior de mim mesma. Mas era a minha voz como antes a ouvira. Era a minha voz, mas perfeitamente sensata, calma e compassiva. Era o tom que a minha voz teria se a minha vida tivesse sido exclusivamente pautada pelo amor e pela certeza."

Elizabeth Gilbert - Comer, Orar, Amar


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Flor-coração, de Staar Andrée (in: www.olhares.com)


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

(Pablo Neruda)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Porquê?!

Toque macio, de Rodrigo Silva (in: www.olhares.com)


Porque há pessoas que dão de si (descomprometidamente, sem reservas ou esperar algo em troca)e no final ainda esboçam um sorriso e até piscam o olho... Porque teimamos em responder torto, cerrar os dentes, adoptar uma feição carrancuda para com os outros, como se tivessem conspirado, conjuntamente, contra nós!!

Há que sorrir para os outros (até para a própria vida) e esperar receber sorrisos...:) e se eles nos derem limões, façamos limonada (com muito açúcar!!)