quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tentar...

A tentação, de António Manuel Pinto da Silva (in: www.olhares.com)


1. Buscar, procurar, tratar de conseguir...
2. Instigar, induzir ao mal...
3. Empreender, intentar...
4. Pretender, diligenciar...
5. Mostrar o intento de...
6. Exercitar, experimentar...
7. Provocar...
8. Arriscar...
9. Pôr à prova...
10. Expor-se a...
11. Aventurar-se...
12. Deixar-se seduzir...


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Porque...

Tu e a ausência de ti, de Batata (in: www.olhares.com)


Por muitas conquistas e objectivos superados...
Muita alegria e a sensação de se estar de bem com a vida...
Parece haver sempre um pedaço de nós incompleto...
escuro, de difícil acesso, frio e, aparentemente, impreenchível!




sexta-feira, 11 de junho de 2010

Em contagem decrescente...

Linha de comboio, de Luís Ricardo (in: www.olhares.com)

Para o fim-de-semana por outras paragens...


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sem sombra de dúvidas, de Sonya


Cada passo que dás
ao meu encontro

é um gelo de mãos

sobre o meu corpo inteiro.

Revolve-me o espaço

confunde-me as distâncias...



João Miguel Henriques (in: O Sopro da Tartaruga)


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um novo amanhecer...

Cores na Carrasqueira, de Jorge Nelson Alves (in: www.olhares.com)


Olhar fixo na linha do horizonte... lá, onde o dia e a noite trocam carícias tão fugazmente, o amanhecer parece ainda mais belo e intenso quanto incrivelmente longínquo.

Gosto de aqui ficar a contemplá-lo e a tentar apurar quanto medirá a lonjura que nos separa mas acabo, inevitavelmente, por me perder nos cálculos.

É então que me lanço ao mar e aposto no desconhecido. Não sei o que me espera, que tempestades terei de ultrapassar, que lutas terei de travar (comigo mesma) para não me deixar vencer pelo desânimo, quantas vezes me terei de perder para me encontrar, quantos os momentos em que me sentirei à deriva ou com medo, esse medo que me paralisa e faz sentir só...

Mas o vento parece estar de feição... porque teimar em remar contra a maré ou manter-me neste cais, onde permaneci, confortavelmente, (talvez) demasiado tempo?

Evito olhar para trás, para que não me sinta tentada a recuar. Desta vez é diferente... sou eu que quero ir, sou eu que sei que nesse cais faz frio demais para apostar em ti, em nós!

Quebro as amarras que me prendem a ti, levando comigo somente o que mudaste em mim... e vou lembrar-me de ti em cada anoitecer, feliz por saber que a noite é efémera e sempre dará lugar a um novo amanhecer...


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ser criança...

Olhar de uma criança, de Kim Ramalho (in: www.olhares.com)


Ontem, as crianças sairam às ruas, enchendo-as de cor e alegria, para comemorar o seu dia!
Inevitavelmente, viajamos pelo nosso imenso mundo das memórias e regressamos à nossa infância.

Recordo, uma vez mais, como fui uma criança feliz! Uma menina "senhora do meu nariz", ávida de conhecimento, criativa na forma de contornar os "nãos" que ouvia...com todo o tempo do mundo para aprontar mais alguma asneira!

Mas do que eu tenho mais saudades é de receber mimos, sem parecer frágil e carente. De acreditar que só existem pessoas más na ficção! De ter a capacidade de perdoar e esquecer alguma coisa que me fazem ou dizem... sem guardar qualquer mágoa! De não ter medo de arriscar, de cair e de me levantar com mais força para chegar à meta traçada! E de sonhar, sonhar muito, acreditando que há sempre uma forma de tornar possível cada um desses sonhos!



terça-feira, 1 de junho de 2010

Não custa tentar!!

Ask Ölmez, de David (in: www.olhares.com)


Sinto-me tentada a experimentar ver o mundo ao contrário,
pode ser que assim muita coisa passe a fazer (algum) sentido...




domingo, 30 de maio de 2010

Caminhos que se cruzam, marcas que se perdem, de Leila Lage (in: www.olhares.com)



O acaso é um grande fazedor de destinos.
..




quinta-feira, 27 de maio de 2010

DiA NãO!!



Hoje foi um daqueles dias em que, se pudesse, partia a loiça toda...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Desespero, de Nokas (in: www.olhares.com)


Em busca de um sentido para aquele silêncio imprevisível, inquietante, ensurdecedor...

Um silêncio estanho que (estranhamente) causou estragos cá dentro.




terça-feira, 11 de maio de 2010

A sonhar com o Verão, de João Luís (in: www.olhares.com)


Um dia saio da zona de conforto e.... ARRISCO!!!


sábado, 24 de abril de 2010

Amigo é um termo dúbio

Pisei o risco?, de Bia Vale (in: www.olhares.com)


Ontem as águas estavam serenas
, mantinham a distância certa
Éramos cúmplices apenas sem ter o coração alerta

Amigo era um sentimento
sem fazer calor nem frio
Tudo entre nós era simples
como as coisas em pousio

Foi qualquer gesto que fizeste
, qualquer coisa que disseste
Que mudou a situação


... Cada olhar, cada risada
é um terreno movediço

Amigo é um termo dúbio
Desses que a língua contém
Vê-se a linha de fronteira
Dá-se um passo e está-se em terra de ninguém...


Adaptado de "Amiga é um termo dúbio", de Rui Veloso

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sozinho, de Amarildo Neves (in: www.olhares.com)


A felicidade humana geralmente não se consegue com grandes golpes de sorte, que poucas vezes acontecem, mas com pequenas coisas que acontecem todos os dias.

Benjamin Franklin

terça-feira, 30 de março de 2010

O que eu desejo ainda não tem nome...


" Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.

Eu não quero uma verdade inventada.
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência mas sim de sentir, de entrar em contacto...

O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.

É difícil perder-me. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.


Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo de chuvas tempestivas, nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."


Clarice Lispector

Feliz aniversário amigo!

A luz de velas, de Jéssica Alves de Sousa (in: www.olhares.com)

Parabéns menino E., hoje é o teu dia!

E é uma boa oportunidade a aproveitar para te dizer que...
Amanhã, depois de amanhã, e nos dias que se seguirão também serão teus na busca da merecida felicidade;
Espero continuar a ter o privilégio de ter-te por perto para partilhar alegrias e puxar-te para cima nos dias menos bons, desabafar, ensinar e aprender contigo!
Porque há pessoas que aparecem, quase que por acaso, nas nossas vidas mas não é por acaso que permanecem!


terça-feira, 23 de março de 2010

Constatação

Todas as cartas de amor..., de J. Pedro Martins (in: www.olhares.com)


Nascemos todos com vontade de amar.

Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor que não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são sempre bem-vindos, às vezes, mas não são o que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.

Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.

Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. (...)

Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei...


Miguel Sousa Tavares

domingo, 21 de março de 2010

Chegada da Primavera

Chuva de Primavera, de Roberto Martins (in: www.olhares.com)


Por aí, um pouco por toda a parte, começam a surgir os primeiros sinais da chegada da Primavera!

Com ela chegam os dias mais solarengos, os finais de tarde que não convidam a regressar logo a casa (felizmente!), as roupas mais leves e coloridas (os acessórios mais arrojados e vistosos!!), as actividades ao ar livre, as esplanadas, as viagens ao fim-de-semana (menos vezes adiadas pelo mau tempo!). Os campos inundam-se de flores (de todos as cores e feitios), e regressam os frutos da época (as ameixas e os damascos; os pêssegos e as cerejas também não demorarão muito...).

Com a Primavera fica a faltar cada vez menos tempo para obter resultados, cumprir objectivos, ir de férias, rever-vos... E para as noites quentes, as gargalhadas acompanhadas de caipirinhas e morangoskas, o deitar cada vez mais tarde e acordar cedo com o sol a bater no rosto(dando os bons-dias e a não dar hipótese de começar o dia com mau humor!).

A Primavera anuncia o renascer da Natureza, o fim do Inverno e dos dias cinzentões, frios e chuvosos...
E imperativo deixarmo-nos contagear por toda a sua cor e harmonia! Iluminarmo-nos e Renovarmo-nos por Fora e (sobretudo) por Dentro! E (re)nascer, porque não?!




quarta-feira, 17 de março de 2010

O futuro é inventado pelo homem

Eu toco sonhos, de Marilise Oliveira (in: www.olhares.com)

"Temos de descobrir em cada obra este centro, o mais profundo do homem, em que a ciência e poesia são apenas um, são só um acto: o acto da criação continuada do homem, resolutamente orientado para a invenção do futuro.
(...) O futuro, não o descobrimos como Cristóvão Colombo descobriu a América. Não temos que descobri-lo, temos que o inventar. (...)
O homem só se define pelo seu futuro, pelos seus possíveis. Por ele, toda a realidade nasce de um mar de possíveis. A própria história só pode ser abordada do ponto de vista do futuro: não é a realização dum plano divino, nem um amontoado de "dados brutos". Não é a passagem determinista da causa ao efeito, mas sim a passagem finalizada, propriamente humana, do possível para o real.
O homem é olhar em frente, é movimento para diante. Para modificar o mundo: não a predição do futuro, mas sim a invenção do porvir. (...)
A esperança não pode deduzir-se de nenhuma experiência. Pelo contrário, há conflito permanente e necessário entre a experiência e a esperança. Porque a experiência só diz respeito ao passado e ao presente. A esperança é a antecipação militante do futuro. O homem nasce com o aparecimento do projecto. Contrariamente às outras espécies animais, accionadas por impulsos instintivos do passado, o futuro que o homem concebe exerce uma influência eficaz sobre o presente que por ele é construído."


Roger Garaudy, Palavra de homem



domingo, 28 de fevereiro de 2010

Estrela do Mar

Estrela do Mar, de Rui Cabeço (in: www.olhares.com)



"...Não sei se era maior
O desejo ou o espanto
Só sei que por instantes
Deixei de pensar

Uma chama invisível
Incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível
Fez-me acreditar

Em silêncio trocámos
Segredos e abraços
Inscrevemos no espaço
Um novo alfabeto

Já passaram mil anos
Sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada
Para a estrela do mar..."


Jorge Palma



sábado, 20 de fevereiro de 2010

Voar, de Ricardo Pinho Lemos (in: www.olhares.com)


"Uma das coisas mais estranhas e fascinantes desta actividade a que chamamos pensar, é o facto de cada um poder inventar, para lá dos seus próprios pensamentos, uma maneira de pensar que seja só sua."


Hughes, 2002


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Segredos, de Ana Rita Vaz Cruz (in: www.olhares.com)


"Depois ouvi uma voz... Era apenas a minha própria voz, falando do interior de mim mesma. Mas era a minha voz como antes a ouvira. Era a minha voz, mas perfeitamente sensata, calma e compassiva. Era o tom que a minha voz teria se a minha vida tivesse sido exclusivamente pautada pelo amor e pela certeza."

Elizabeth Gilbert - Comer, Orar, Amar


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Flor-coração, de Staar Andrée (in: www.olhares.com)


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

(Pablo Neruda)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Porquê?!

Toque macio, de Rodrigo Silva (in: www.olhares.com)


Porque há pessoas que dão de si (descomprometidamente, sem reservas ou esperar algo em troca)e no final ainda esboçam um sorriso e até piscam o olho... Porque teimamos em responder torto, cerrar os dentes, adoptar uma feição carrancuda para com os outros, como se tivessem conspirado, conjuntamente, contra nós!!

Há que sorrir para os outros (até para a própria vida) e esperar receber sorrisos...:) e se eles nos derem limões, façamos limonada (com muito açúcar!!)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Um brinde à Amizade!!!

Amizade, de IsaVicente (in: www.olhares.com)

Hoje, nas nove ilhas do Arquipélago dos Açores, comemora-se o Dia das Amigas. Aqui, só me lembro desse pormenor quando recebo uma mensagem de alguém do outro lado do Atlântico...e, assim, começa, um dia de nostalgia.

Relembro as comemorações de outros tempos, meticulosamente organizadas entre amigas, para que o dia tivesse o brilho merecido, com direito a almoços ou jantares e até mesmo troca de prendinhas... Aqui, desejo um Feliz Dia das Amigas, ano após ano, e explico a origem deste dia. A ideia é acarinhada, embora só nos Açores pareça realmente fazer sentido, mas não vacilo.

É o momento ideal, pelo menos para mim, para relembrar a todas(os) as(os) minhas(meus) amigas(os) o quão importantes são na minha vida. Sinto-me feliz por vos considerar da família, aquela que criei desde que saí de casa, e saber que posso contar convosco para os bons e os maus momentos.

A todos vocês, até mesmo aos que estão mais distantes, o meu muito obrigada por me terem "adoptado", por me ouvirem vezes sem fim, me fazerem sorrir e sentir que não estou só. Por me aconselharem, de partilharem comigo os bons e os maus momentos, me abrirem os olhos ou me estenderem a mão para que me levante após uma queda.

Mesmo que nem sempre nos falemos, tenhamos conhecimento dos últimos acontecimentos das nossas vidas estão todos no meu coração e estou certa que ficarão cá durante muito, muito tempo!!

Hoje, e ano após ano, brindaremos à Amizade pois seria incapaz de sobreviver sem vocês!




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Eu, hoje, não me recomendo...


Electric Storm, de Nuno Milheiro (in: www.olhares.com)


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Hoje apetecia-me....

Olhar o Mar, de Américo da Conceição - in: www.olhares.com

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Percursos

Women in Red, de Hugo Macedo (in: www.olhares.com)


Por inúmeras vezes (mais do que aquelas que desejávamos!) somos assombrados por dúvidas que nos parecem arrefecer as convicções!
Ficamos imobilizados pelo medo de estarmos a andar na direcção errada. Olhamos para trás e imaginamos o percurso paralelo. Sentimo-nos numa encruzilhada sem indicação do percurso mais acertado para nós. Corremos para os nossos amigos (das boas e más horas!) e, fragilizados, partilhamos a(s) nossa(s) dúvida(s) existencial(ais). Pedimos-lhes opinião. Ouvimo-los com a máxima atenção. Eliminamos da nossa memória os aspectos menos importantes e sublinhamos as dicas que, a nosso ver, nos serão fundamentais para a decisão final.
Entretanto, ouvimos mais umas opiniões... Reflectimos... Ouvimo-nos a nós mesmos... E voltamos a reflectir....
Finalmente damos um pequeno passo... recuamos dois... damos mais um passo e.... estamos exactamente no ponto de partida mas... com mais dúvidas ainda!

Enquanto andamos nisto, a vida não pára de nos fornecer pistas (muitas delas aparentemente imperceptíveis, sobretudo para os mais distraídos...).

Por fim, acabamos por nos decidirmos por um caminho, mais ou menos confiantes, mais ou menos convencidos de que fizemos a escolha acertada... (o tempo encarregar-se-à de nos dar razão ou criar um atalho...). Saboreamos aquela que consideramos a ultrapassagem do Cabo das Tormentas.

Muitos acabam por passar uma vida iludidos de que foram os comandantes desta caravela dos descobrimentos em terras de incertezas e decisões quando, na verdade,quem tomou o comando foi a própria vida que se esgota nos passos que damos e que não nos deixa encostar à berma e vê-la passar à nossa frente!!!


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Querido 2010...

Calendário Solar "Asteca", de Emerson Luís de Souza (in: www.olhares.com)

Querido 2010, quero desejar-te as boas vindas!
Dizer-te que espero que superes o ano que findou. Não que ele tenha sido mau para mim, mas porque simplesmente quero mais de ti.

Não quero começar esta caminhada contigo com o pé esquerdo, mas sim de mão dada, olhando fixamente a linha do horizonte, pois é para lá que vamos...

Antes de mais preciso dizer-te que:

Estou preparada para seguir em frente!
Para superar os meus medos, contrariar a minha vontade de dar um passo atrás.

Estou preparada para ultrapassar contigo os (inevitáveis) dias menos bons.
Fazer tudo para ultrapassar, com distinção, todos os obstáculos que surgirem. Não vamos ceder perante eles!

Estou preparada para saborear cada conquista.

Estou preparada para surpreender e ser surpreendida.
Mimar e ser mimada.
Amar e ser amada.
Dar de mim e receber dos outros (sem reservas)
Rir e chorar. Falar e ouvir. Avançar e recuar.
E sonhar... Sonhar muito!


Vamos a isso, não há tempo a perder...



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Açores = Turismo Sustentável de qualidade

Foto 1 - Açores - Maio de 2008, de Rui Cordeiro (in: www.olhares.com)


Foto 2 - Lagoa do Fogo - São Miguel (Açores), de João (in: www.olhares.com)


Foto 3 - Sete Cidades - São Miguel (Açores), de Ludgero (in: www.olhares.com)



Haverá poucos destinos no Mundo em que a Natureza se mostra tão generosa e surpreendente para o visitante como os Açores.

Ano após ano, em cada uma das nove ilhas, e muito especialmente nas menos povoadas, a acção da natureza exprime-se com surpreendente fogosidade neste canto do mundo chamado Açores, onde a acção do homem é mais tímida e visivelmente mais contida.

Por isso mesmo, o arquipélago dos Açores foi considerado pela National Geographic o segundo Melhor destino do Mundo para o Turismo Sustentável.


sábado, 19 de dezembro de 2009

Hora de partir...

de partida, de Miguel Ângelo Araújo Almeida (in: www.olhares.com)

Há muito que aguardava este delicioso momento da partida.
Vou viajar para recuperar energias.
Reconquistar o tempo roubado aos afectos da minha família.
Vou ao encontro da paz e da tranquilidade. Colocar as ideias em ordem.
Procurar respostas. Apaziguar inquietações antigas.
Vou em busca de mim mesma...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009


Há muito que aguardava o nosso (re)encontro...
Poder a
bsorver a doçura do teu olhar e do teu sorriso.
Saber de ti...
Encontrar-te em mim, num cantinho especial que faz de ti uma pessoa ainda mais especial...
Viver cada minuto, alheia a tudo o que se passava à nossa volta e...
Não conseguir disfarçar o sorriso de felicidade de te ter por perto!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009


antes do sol chegar, de Mara Mitchell (in: www.olhares.com)

E de novo acredito

Que nada do que é importante

Se perde verdadeiramente.

Apenas nos iludimos,

Pensando ser donos das coisas,

Dos instantes e dos outros.

Comigo caminham todos os mortos que amei,

Todos os amigos que se afastaram,

Todos os dias felizes que se apagaram.


Não perdi nada,

Apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre...



Poeta Escondido

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Make up, de Luís Leite (in: www.olhares.com)



"...Sonhos que sonhei, onde estão? - Horas que vivi, quem as tem?
De que serve ter coração e não ter o amor de ninguém?
Beijos que te dei, onde estão? - A quem foste dar o que é meu?
Vale mais não ter coração do que ter e não ter, como eu..."

Sol de Inverno (Simone de Oliveira)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Carrasqueira III, de Rui Calçada (in: www.olhares.com)


“Há um tempo em que é preciso

abandonar as roupas usadas
Que já têm a forma do nosso corpo…
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos.”

Travessia, Fernando Pessoa

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um lugar, de Inês (in: www.olhares.com)

As coisas simples são sem dúvida o melhor da nossa vida
Mas complicamos tanto que ela fica sem saída...
(...)
Emoções puras, coisas simples, boas vibrações
Simpifica os sentimentos, momentos e relações
Vamos celebrar a vida, não nos faltam razões
Não existem problemas, só existem soluções!

Outro Nível, Da Weasel

Segunda-feira....:(

Aborrecimento, de Rute (in: www.olhares.com)


Detesto a segunda-feira...
nem o facto de ser feriado me parece animar...

sábado, 3 de outubro de 2009

...Porque o amor se cansou..., de Carla Salgueiro (in: www.olhares.com)


"Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra. E quando essas pessoas se cruzam, e seus olhos se cruzam, e seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perde qualquer importância, e só existe aquele momento, e aquela certeza incrível de que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma Mão. A Mão que desperta o Amor, e que fez uma alma gémea para cada pessoa que trabalha, descansa e busca tesouros debaixo do sol..."

Paulo Coelho
S'Agaró, de Salvador Sabater (in: www.olhares.com)

Recuso-me a aceitar que estive tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe de ti...
Recuso-me a confirmar que és ainda mais importante do que julgava...
Quando te julgo como perdido, como tão proximamente distante...

Apetece-me chorar! mas recuso-me a deixar que o sol me seque as lágrimas...
Não quero, sequer, ver a luz do dia!

Hoje sinto o mar revolto dentro de mim... O rebentar [violento] das suas ondas na minha cabeça...
Emoções à flor da pele - espessas, ambíguas, contraditórias...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Princesa, de Rute (in: www.olhares.com)


Não... Não posso deixar que entres sem bater à porta... Esbarres naquilo que sou hoje... E mines as minhas (poucas) convicções, firmadas pelos acontecimentos dos últimos meses...

Deixa-me continuar a juntar todos os pedaços de mim, um a um, aqueles que estão espalhados pelo chão do meu quarto, e com eles construir o meu castelo...

Deixa-me sonhar e viver um conto de fadas com o meu cavaleiro errante... Aquele que ousou parar, retirar a armadura de ferro e olhar bem no fundo do meu ser a fim de me descobrir ao mesmo tempo que se dava a conhecer... sem pressas... ao contrário de ti que desapareceste, partiste para parte incerta, sem (ao menos) te despedires... sem dizeres porque foste embora...

Não me tentes impedir de (re)descobrir o amor nas pequenas coisas:
Num gesto, num olhar, num sorriso, num poema partilhado, num silêncio cúmplice... dia após dia...


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

(Re)Encontros

Clones, de Eduardo Nunes (in: www.olhares.com)

A vida mostra-se-nos tão imprevisível que, não raras vezes, damos de caras com pessoas que pensávamos perdidas algures, no trilho já percorrido até o momento presente.
Foi o que me aconteceu esta semana...
De repente, estavas à minha frente, a sorrir, aparentemente feliz pelo reencontro...
Eu também o estava, confusa (novamente) ao me aperceber que, na minha mente, foram abertas uma série de gavetas com recordações, de acontecimentos passados, envoltas em pontos de interrogação...

O mais estranho é que pareço ainda não ter desprendido de mim aquela sensação de que o tempo parece não ter passado (entre nós)... Aliás parece ter sido preenchido, não do aparente vazio que se instalou quando seguimos caminhos paralelos, mas de um misto de proximidade, complementaridade e de crescimento mútuo...

Mais estranho ainda é que o (nosso) passado e o recente (re)encontro do presente ainda não me saíram do pensamento...



domingo, 6 de setembro de 2009

Apeteceu-me..., de Rita Teixeira (in: www.olhares.com)

Esquecemo-nos do que é esperar; é quase um espaço abandonado.
E, no entanto, o nosso maior tesouro é o de sermos capazes de esperar pelo momento certo.
Toda a existência espera pelo momento certo.
Até as árvores o sabem, quando chega o momento de florescerem e quando chega o momento de deixarem cair as folhas e ficarem despidas. Continuam bonitas nessa nudez, com a confiança de que a velha folhagem se foi e de que a nova em breve chegará, quando novas folhas começarem a crescer.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Última estrela a desaparecer, de Vieirinha (in: www.olhares.com)


"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,

Estendendo-me os braços, e seguros

De que seria bom se eu os ouvisse

Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,

(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)

E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
(...)
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem

Para eu derrubar os meus obstáculos?...

Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,

E vós amais o que é fácil!

Eu amo o Longe e a Miragem,

Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

(...)

Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,

- Sei que não vou por aí.

Cântico Negro, de José Régio

(...e não raras vezes isso basta-nos para continuarmos...)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Há sempre um deus fantástico nas casas, de Mar de Sonhos (in: www.olhares.com)


"Depois de tantos anos, deixamos de viver na casa e passamos a ser a casa onde vivemos.

É como se as paredes nos vestissem a alma."


Mia Couto

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Derramava-te o Sol, de J. Pedro Martins (in: www.olhares.com)



Deixa-me amar-te em silêncio,
sem que saibas,
sem compromisso, sem promessas,
sem mágoas, sem sofrimento...
Deixa-me continuar a alimentar a ilusão
de que não te sou indiferente
e de que um dia me amarás na mesma medida...
Deixa-me oferecer-te o meu coração
deixar-te entrar, sem que te dês conta...
Deixa a ilusão permanecer!
(Se resistir a qualquer obstáculo poderá ser o princípio de tudo...)

domingo, 9 de agosto de 2009

Porque (ainda) esperamos?

Senta-te ao pé de mim, de Sara Ferrer (in: www.olhares.com)


Por entre noites mais ou menos perdidas e dias mais ou menos intermináveis acabamos por esperar demasiado tempo pelo momento da mudança que queremos para a nossa vida.
Contudo, não rara vezes, essa espera pesa, torna-se espessa e até mesmo dolorosa... e continuamos ali, sentados, a aguardar (in)pacientemente.

Será que a culpa é do vento de mudança que tarda? Do percurso que terá de fazer até nos atingir?
Ou partilharemos dessa culpa porque nos acomodamos e enquanto nada acontece, nada fazemos para que aconteça?

É por isso que ao sermos espectadores da nossa existência, sofremos quando a vemos caminhar para onde não queremos ir, mas assistimos, impávidos e impotentes, ao curso natural das coisas.
(Margarida Rebelo Pinto, Não há coincidências)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Um ano depois...

Velhos barcos, de Maximino Gomes (in www.1000imagens.com)

Um ano depois volto a este cais, onde outrora me refugiei de tempestades que habitavam o meu ser.
Fecho os olhos e relembro esta última viagem e percebo que fiz coisas que para mim eram impensáveis de fazer, até há um tempo atrás...mas deixei outras por fazer... umas vezes contrariada, outras não...
Criei oportunidades que agarrei e perdi horas de sono para decidir se havia de aceitar outras... acabei por as recusar...
Dei o meu melhor mesmo pensando que havia mais qualquer coisa que podia ter feito...
Deparei-me com vitórias, que pareceram ser ignoradas por outros, para que fossem esquecidas rapidamente...
Deparei-me com erros, que pareceram ser sublinhados por outros... para que não passassem despercebidos...
Decepcionei-me com pessoas que jamais pensei que me pudessem decepcionar e decepcionei outras...
Senti-me próxima de pessoas que agora estão ainda mais afastadas de mim.. distanciei-me de outras, por opção, sabendo que as poderia magoar... Aproximei-me de outras que estavam distantes...
Acreditei em quem não devia e desconfiei de quem merecia a minha confiança...
Ri, chorei, sonhei e caí na realidade...
Partilhei alegrias, tristezas e dúvidas... e vi-me envolvida em problemas que não eram meus... Acabei por lutar por causas que não eram as minhas... e por não conseguir lutar por aquelas em que acredito...

Conheci pessoas de quem gostei e de quem não gostei... cruzei-me com elas as vezes que (não) desejei... gostei de mais de algumas...
Nem sempre tive tempo para mim...
Ouvi, repetidamente, músicas com que me identifiquei...

Adiei leituras, acumulei papéis e recordações, algumas aparentemente insignificantes...
Coloquei dúvidas antigas na gaveta do esquecimento, umas permaneceram outras surgiram entretanto... bem como algumas certezas... 365 cheios de tudo e nada!

terça-feira, 10 de junho de 2008



Por vezes as pessoas sentem a necessidade de se afastarem apenas para ver se alguém se importa o suficiente para as seguir... Valerá a pena?!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

domingo, 9 de março de 2008

Ao princípio não havia caminhos...



Ao princípio não havia caminhos.
Nem veredas.
Nem atalhos.
Eram só montes. Só pedras. Só cardos.
Só silvas. Só espinhos. Só ouriços. Só matagais.
O HOMEM TENTOU
Tentou sozinho.
Uma vez... Duas vezes... Muitas vezes...
Em vão?
Foi desbravando a floresta.
Foi abrindo uma galeria.
O labirinto foi-se abrindo.
Já conhecia uma passagem.
Nela tinha ele a certeza de passar.
Pisou-a muitas vezes.
Foi-a calcorreando.
Cada vez se abria mais a clareira que abrira.
Passou muitas vezes.
Pacificamente.
Com firmeza.
Cortou as silvas, tirou as pedras.
ABRIU CAMINHO.
Passou sozinho.
O caminho ainda não era largo para todos.
Tentou passar acompanhado e conseguiu muito a custo.
Tentou abrir mais. Passou mais de uma vez.
Pára e vê o caminho que ele abriu.
Pensa no que lhe disseram e aprendeu sozinho:
CAMINHANTE, NÃO HÁ CAMINHO, FAZ-SE O CAMINHO A ANDAR!
Passaram muitos.
Passaram todos...
Ao fim, todos eram um caminho.
Um caminho que se pisa e não se esquece.

Hélder Ribeiro, in Tempo Livre