E de novo acredito
Que nada do que é importante
Se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos,
Pensando ser donos das coisas,
Dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei,
Todos os amigos que se afastaram,
Todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada,
Apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre...
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Poeta Escondido
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
"...Sonhos que sonhei, onde estão? - Horas que vivi, quem as tem?
De que serve ter coração e não ter o amor de ninguém?
Beijos que te dei, onde estão? - A quem foste dar o que é meu?
Vale mais não ter coração do que ter e não ter, como eu..."
Sol de Inverno (Simone de Oliveira)
Terça-feira, Outubro 06, 2009
“Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já têm a forma do nosso corpo…
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos.”
Travessia, Fernando Pessoa
Segunda-feira, Outubro 05, 2009
As coisas simples são sem dúvida o melhor da nossa vida
Mas complicamos tanto que ela fica sem saída...
(...)
Emoções puras, coisas simples, boas vibrações
Simpifica os sentimentos, momentos e relações
Vamos celebrar a vida, não nos faltam razões
Não existem problemas, só existem soluções!
Mas complicamos tanto que ela fica sem saída...
(...)
Emoções puras, coisas simples, boas vibrações
Simpifica os sentimentos, momentos e relações
Vamos celebrar a vida, não nos faltam razões
Não existem problemas, só existem soluções!
Outro Nível, Da Weasel
Sábado, Outubro 03, 2009
...Porque o amor se cansou..., de Carla Salgueiro (in: www.olhares.com)"Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra. E quando essas pessoas se cruzam, e seus olhos se cruzam, e seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perde qualquer importância, e só existe aquele momento, e aquela certeza incrível de que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma Mão. A Mão que desperta o Amor, e que fez uma alma gémea para cada pessoa que trabalha, descansa e busca tesouros debaixo do sol..."
Paulo Coelho
Recuso-me a aceitar que estive tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe de ti...
Recuso-me a confirmar que és ainda mais importante do que julgava...
Quando te julgo como perdido, como tão proximamente distante...
Apetece-me chorar! mas recuso-me a deixar que o sol me seque as lágrimas...
Não quero, sequer, ver a luz do dia!
Hoje sinto o mar revolto dentro de mim... O rebentar [violento] das suas ondas na minha cabeça...
Emoções à flor da pele - espessas, ambíguas, contraditórias...
Recuso-me a confirmar que és ainda mais importante do que julgava...
Quando te julgo como perdido, como tão proximamente distante...
Apetece-me chorar! mas recuso-me a deixar que o sol me seque as lágrimas...
Não quero, sequer, ver a luz do dia!
Hoje sinto o mar revolto dentro de mim... O rebentar [violento] das suas ondas na minha cabeça...
Emoções à flor da pele - espessas, ambíguas, contraditórias...
Quarta-feira, Setembro 30, 2009
Não... Não posso deixar que entres sem bater à porta... Esbarres naquilo que sou hoje... E mines as minhas (poucas) convicções, firmadas pelos acontecimentos dos últimos meses...
Deixa-me continuar a juntar todos os pedaços de mim, um a um, aqueles que estão espalhados pelo chão do meu quarto, e com eles construir o meu castelo...
Deixa-me sonhar e viver um conto de fadas com o meu cavaleiro errante... Aquele que ousou parar, retirar a armadura de ferro e olhar bem no fundo do meu ser a fim de me descobrir ao mesmo tempo que se dava a conhecer... sem pressas... ao contrário de ti que desapareceste, partiste para parte incerta, sem (ao menos) te despedires... sem dizeres porque foste embora...
Não me tentes impedir de (re)descobrir o amor nas pequenas coisas:
Num gesto, num olhar, num sorriso, num poema partilhado, num silêncio cúmplice... dia após dia...
Deixa-me continuar a juntar todos os pedaços de mim, um a um, aqueles que estão espalhados pelo chão do meu quarto, e com eles construir o meu castelo...
Deixa-me sonhar e viver um conto de fadas com o meu cavaleiro errante... Aquele que ousou parar, retirar a armadura de ferro e olhar bem no fundo do meu ser a fim de me descobrir ao mesmo tempo que se dava a conhecer... sem pressas... ao contrário de ti que desapareceste, partiste para parte incerta, sem (ao menos) te despedires... sem dizeres porque foste embora...
Não me tentes impedir de (re)descobrir o amor nas pequenas coisas:
Num gesto, num olhar, num sorriso, num poema partilhado, num silêncio cúmplice... dia após dia...
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
(Re)Encontros
Clones, de Eduardo Nunes (in: www.olhares.com)A vida mostra-se-nos tão imprevisível que, não raras vezes, damos de caras com pessoas que pensávamos perdidas algures, no trilho já percorrido até o momento presente.
Foi o que me aconteceu esta semana...
De repente, estavas à minha frente, a sorrir, aparentemente feliz pelo reencontro...
Eu também o estava, confusa (novamente) ao me aperceber que, na minha mente, foram abertas uma série de gavetas com recordações, de acontecimentos passados, envoltas em pontos de interrogação...
O mais estranho é que pareço ainda não ter desprendido de mim aquela sensação de que o tempo parece não ter passado (entre nós)... Aliás parece ter sido preenchido, não do aparente vazio que se instalou quando seguimos caminhos paralelos, mas de um misto de proximidade, complementaridade e de crescimento mútuo...
Mais estranho ainda é que o (nosso) passado e o recente (re)encontro do presente ainda não me saíram do pensamento...
Foi o que me aconteceu esta semana...
De repente, estavas à minha frente, a sorrir, aparentemente feliz pelo reencontro...
Eu também o estava, confusa (novamente) ao me aperceber que, na minha mente, foram abertas uma série de gavetas com recordações, de acontecimentos passados, envoltas em pontos de interrogação...
O mais estranho é que pareço ainda não ter desprendido de mim aquela sensação de que o tempo parece não ter passado (entre nós)... Aliás parece ter sido preenchido, não do aparente vazio que se instalou quando seguimos caminhos paralelos, mas de um misto de proximidade, complementaridade e de crescimento mútuo...
Mais estranho ainda é que o (nosso) passado e o recente (re)encontro do presente ainda não me saíram do pensamento...








