domingo, 26 de agosto de 2007

Mundo ao contrário...


Visagem, de Karina (em: www.olhares.com)


"Num mundo que parece tão virado do avesso, penso que só não nos sentimos perdidos se, em tudo o que fazemos, procuramos olhar para mais alto e mais longe.
Acredito que, assim, poderemos ser iluminados pela luz que brilha no nosso interior também quando todas as luzes exteriores estiverem apagadas. Sentir-nos acompanhados, acarinhados e amados mesmo que ninguém nos acarinhe nem ame..."

M.J.C.F., Mais e Melhor, 2003

A caminhar para a recta final...





"Quando algum tempo acaba,
é porque outro está pronto para começar..."

M.J.C.F.

(Foto:Os sonhos não têm fim, de Jovelino Matos Almeida)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007


















Mudam os tempos
E as vontades
Mudam os ventos, pensamentos e vaidades

Tudo passou
Quase esqueceu

E o que ficou, marcas deixou do que morreu

Outros Ventos, TRIBUTO

Foto:
Marcas na Areia, de Jovino C. Batista (in: www.olhares.com)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

terça-feira, 31 de julho de 2007


ConfuZoom, foto de António V. R. (in: www.1000imagens.com)


As relações humanas são como pinturas abstractas.
São coloridas, dinâmicas, inspiradoras...
Contudo, nunca sabemos ao certo qual o seu real significado.
Nunca temos a certeza se a outra pessoa a encara e interpreta de forma similar.
Nunca temos a certeza se aquilo que estamos a ver é mesmo aquilo que pensamos.

Não será isso que tornará tudo bem mais interessante nas nossas vidas?

domingo, 29 de julho de 2007


"If you really want to touch someone, send them a letter."


sábado, 28 de julho de 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Indecisões

(Foto de Ricardo Tavares, in: www.olhares.com)

Mais uma vez as indecisões perseguem-me, sussuram-me ao ouvido várias hipóteses,
vários caminhos passíveis de serem percorridos...

Que hei-de eu fazer...
Se ao mesmo tempo que te procuro, desejo não te encontrar?

Que hei-de eu fazer...
Se, por um lado, te desejo e por outro te quero afastar da minha vida?
E quando me apetecia avançar, dou por mim a dar dois passos para trás?

Que hei-de eu fazer...
Se metade de mim te quer e a outra pede-me para não te querer?










quarta-feira, 4 de julho de 2007

Caranguejo


O 4º signo do Zodíaco

Elemento: Água, Cardinal
Planeta Regente: Lua
Príncipio: Passivo
Parte do corpo: Peito, Estômago
Estação do ano: Começo do Verão no hemisfério norte e começo do Inverno no hemisfério sul
Incensos: Alfazema e Violeta
Pedras: Turquesa
Dia: Segunda
Metal: Prata
Côr: Prateada

Personalidade do Caranguejo: "Amem-me"

Os Caranguejos querem proteger e salvar o mundo. Não se metam com eles, são ferozes. Defendem os seus direitos, e os direitos dos seus amigos, a qualquer custo. Homens ou mulheres, os Caranguejos são "mães". Caranguejo é o signo de casa, mãe e tarte de maçã. Os Caranguejos são intuitivos (até psíquicos) e utilizam as suas emoções como um conjunto de roupa. São regidos pela Lua. A disposição de um Caranguejo muda como uma vela que se derrete e se devanece. Riem num minuto e no outro estão a chorar e sentimentais. Nunca sugira a um Caranguejo que se livre das coisas que estão no sótão há décadas, porque lá dentro está o resto de tecido que a avó utilizou para fazer o seu vestido de casamento. Não tem sentimentos pela História? Os Caranguejos adoram História, e lembram-se de tudo. Pergunte-lhes sobre o seu primeiro dia de escola (se tiver muito tempo a dispender), e eles lembrar-se-ão de todos os detalhes, até às pequenas meias que usaram e do momento em que as suas mães realmente os deixaram lá. Os Caranguejos têm uma ligação especial com as suas mães. O facto de a mãe o ter deixado sozinho na escola pode ser a razão de ser tão emotivo e sensível actualmente.

AMIZADE
Um amigo em dificuldades é realmente um amigo. Os Caranguejos virão sempre em nosso auxílio. Não conseguem dizer não, mesmo se fôr para carregar 100 quilos através do deserto. Eles ajudam os seus amigos, mas isso é só porque se preocupam demasiado. Todos deveriam ter um ou dois amigos Caranguejo. Em retorno, os Caranguejos esperam que os seus amigos estejam lá quando a sua depressão os atingir. Se não estivermos por perto quando eles precisam, sentir-se-ão pessoalmente rejeitados.

AMOR
Os Caranguejos casam para a vida. O seu instinto natural é ter filhos, muitos filhos, portanto o casamento é mesmo importante. No vosso primeiro encontro, o Caranguejo perguntar-lhe-á se preferem casamentos de Junho ou Dezembro. Os Caranguejos são engraçados e sensuais. Mas retiram-se para as suas carapaças e atingem com as suas garras quando se sentem injuriados (e eles sentem mais do que qualquer outro). Precisam de ser o Número 1. Trate-os com gentileza. São mansinhos quando se trata de amor.

segunda-feira, 2 de julho de 2007


Continuo numa busca desenfreada por palavras,
mesmo que me digas que "o essencial é invisível aos olhos"
Mas isso parece não chegar para perceber o que está a acontecer!

Continuo...

Secretamente, à espera de um gesto
...de um sinal
Secretamente, tentando saber se dás por mim afinal
Secretamente, à procura de um toque...de um olhar
Secretamente, tentando saber se algum dia os nossos mundos se irão cruzar...


Rita Guerra

domingo, 1 de julho de 2007

No silêncio da noite...

Só, de José Manuel Carvalho (in: www.1000imagens.com)


Embalo sonhos...Mascaro saudades...
Acrescento ainda mais a longa lista de dúvidas
Questiono as minhas poucas verdades
E no final...
Continua tudo por explicar...


quinta-feira, 28 de junho de 2007

terça-feira, 19 de junho de 2007

sábado, 9 de junho de 2007

quinta-feira, 31 de maio de 2007


Always, de Alberto Viana d'Almeida (in www.olhares.com)



"Não é verdade que no coração existam quatro cavidades.


Na verdade, o coração divide-se em tantas assoalhadas

quantas as pessoas


que ocupam um lugar dentro de nós."



Eduardo Sá, Tudo o que o Amor não É

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Amostra sem valor...

Deslumbre, de Fátima Joaquim (in: www.olhares.com)


Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.

Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.

ANTÓNIO GEDEÃO

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Do lado de lá...

[dos outros]2, de Paulo Passos (in: www.olhares.com)


Tenho estado distraída com dias demasiado iguais...tentando controlar tudo o que se passa cá dentro! Esqueço-me que do outro lado da janela o mundo "pula e avança", numa direcção que eu própria pareço desconhecer...

Receio o que está do lado de lá... vou continuar a viver esta vida que sei estar presa por um fio...resta-me pouco tempo.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Coimbra



"...Teu fado inspira ternura,

sentimento e alegria
o que apela à Saudade..."

José Medeiros


terça-feira, 1 de maio de 2007

Como explicar o Amor...


Não me fales de... (de Rui J. Santos) - in www.olhares.com

Contam que, uma vez, reuniram-se os sentimentos e as qualidades dos homens, num lugar da Terra.
Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a
LOUCURA, como sempre tão louca, propôs-lhe:
- Vamos brincar as escondidas?
A INTRIGA levantou a sobrancelha, intrigada, e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou: «- Escondidas? Como e isso?»
- É um jogo - explicou a LOUCURA - em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem e, quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou, seguido pela EUFORIA.
A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e ate mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar: a VERDADE preferiu não se esconder; para que no final todos a encontrassem?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito pouco interessante e a COVARDIA preferiu não se arriscar.
- Um, dois, três, quatro... - começou então a contar a LOUCURA.
A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que, como sempre, caiu atrás da primeira pedra do caminho.
A FÉ subiu ao céu e a INVEJA escondeu-se atrás da sombra do TRIUNFO, que com o seu próprio esforço, tinha conseguido subir até à copa da árvore mais alta.
A GENEROSIDADE quase não se conseguia esconder, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos - se era um lago cristalino, era ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, era perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, seria o melhor para a VOLÚPTIA; se era uma rajada de vento, magnifico seria para a LIBERDADE. E assim, acabou por se esconder num raio de sol.
O EGOÍSMO, pelo contrário, encontrou um local muito bom desde o início - ventilado, cómodo, mas apenas para ele.
A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), por sua vez a PAIXÃO e o DESEJO no centro dos vulcões.
O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando a LOUCURA estava nos 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para se esconder, pois já estavam todos ocupados; até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as flores.
- Um milhão! - contou a LOUCURA. E começou a busca.
A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus, no céu, sobre Zoologia.
Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.
Por mero acaso, encontrou a INVEJA, e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.
Ao EGOÍSMO, nem teve sequer que procurá-lo: ele saiu sozinho, disparado, do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA.
A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois encontrou-a sentada sobre uma cerca, sem decidir de que lado se esconder.
E assim foi encontrando-os a todos.
O TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA numa cova escura; a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano); e até o ESQUECIMENTO, de quem já se tinham esquecido que também estava a brincar à escondida.
Apenas o AMOR não aparecia em nenhum lugar. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada rocha do planeta e no cimo das montanhas.
Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou numa forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, se escutou um doloroso grito: os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
A LOUCURA não sabia o que fazer para se desculpar: chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser a guia do AMOR para sempre.
Desde aí, que pela primeira vez se brincou às escondidas na Terra, o AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha."

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Felicidade eterna

...um lugar comum... de José Santarém (in: www.olhares.com)

"Antigamente todos os contos para crianças terminavam com a mesma frase, e foram felizes para sempre, isto depois de o Príncipe casar com a Princesa e de terem muitos filhos. Na vida, é claro, nenhum enredo remata assim. As Princesas casam com os guarda-costas, casam com os trapezistas, a vida continua, e os dois são infelizes até que se separam. Anos mais tarde, como todos nós, morrem. Só somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre."


José Eduardo Agualusa,

in 'O Vendedor de Passados'