quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cumplicidade, de Paulo Silva (in: www.olhares.com)



«O amor é um sentimento empático e simpático!»
J.M.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

(grandes) Certezas

de costas voltadas, de Jorge Feteira (in: www.olhares.com)



De tudo, ficam apenas três coisas:
A certeza de que estamos sempre recomeçando...
A certeza de que precisamos de continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto,
Devemos fazer da interrupção um novo caminho,
da queda um passo de dança,
do sonho uma ponte,
da procura um encontro...

Fernando Sabino


quarta-feira, 10 de novembro de 2010


Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo.

Gandhi



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Somos o avesso um do outro...



... Quando duvidas, paras, e eu sigo em frente... Quando tens medo, eu tenho vontade; quando sonhas, eu pego nos teus sonhos e torno-os realidade, quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sabes o que queres, esperas e eu escolho; quando alguém te empurra, tu foges e eu deixo-me ir.

Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo a avançar. Como duas metades teimosas , vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz...

MRP


domingo, 31 de outubro de 2010

M.& L.

Detalhes de um dia feliz (da autoria de Hugo Tinoco)


Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu possua a virtude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada sou.

E ainda que reparta todos os meus haveres e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.

O amor é paciente, o amor é benigno; não é invejoso, não é altivo nem orgulhoso; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor não acaba nunca.

Que o vosso amor se mantenha sereno, sonhador e, sobretudo, inspirador!


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Talvez...

Guarda roupa, de Luís M. Cunha (in: www.olhares.com)


Como quem, pela manhãzinha, escolhe a roupa que vai vestir seria óptimo podermos escolher os nossos pensamentos...



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Só mais uma volta...



Só mais uma volta
Só mais uma volta a mim
Só mais uma volta desta ninguém vai cair
Só mais uma vez que vês que ninguém está aqui
Queres só mais uma volta e desta ninguém vai cair

Tempo frio afasta o tempo que nos afastou

Primavera lança o laço que nos amarrou
Tempo quente dá vontade de não resistir
Queres só mais uma volta e desta ninguém vai cair

Ainda te sinto a seguir

o rasto que deixo a correr
ainda penso em ti...
pensa em mim,
mas só mais uma vez.

Diz-me ao que queres jogar que eu vou querer também

Diz-me quanto queres de mim para te sentires bem
Não te vejo bem ao longe não sei distinguir
Queres só mais uma volta e desta ninguém vai cair

Ainda te sinto a seguir

o rasto que deixo a correr
ainda penso em ti...
pensa em mim,
mas só mais uma vez.

Diz-me quanto tens de honesto, quanto tens de bom

Diz-me quantas provas queres, diz-me quanto sou
Já não sinto nada dentro, não sei perceber...
Queres só mais uma volta, desta ninguém vai dizer.

Ainda te sinto a seguir

o rasto que deixo a correr
ainda penso em ti...
pensa em mim,
mas só mais uma vez.



TIAGO BETTENCOURT & MANTHA


(Hoje acordei assim, com vontade de "devorar" todos os cd's do Tiago)



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A tempestade...

Desalento II, de Silvério Santos (in: www.olhares.com)

É tempo de apurar os estragos perceptíveis desta tempestade que devastou o meu ser.

Apesar de me sentir partida, desfeita em pedaços e de se apoderar de mim uma apatia que quase me deixa imóvel, não consigo evitar analisar milimetricamente tudo o que contribuiu para me sentir assim...
Sinto-me (ainda) pior por isso... por não conseguir despegar de mim esta análise cerebral, esta obsessão de encontrar (sempre que posso) relações de causa - efeito, interpretações falaciosas que, por breves momentos, parecem dar sentido ao que não tem necessariamente que fazer sentido...

sábado, 2 de outubro de 2010

(Sentimentos, de jOh - in: www.olhares.com)

Os dias prósperos não vêm ao acaso - são granjeados, como as searas, com muita fadiga e com muitos intervalos de desalento.

Camilo Castelo Branco


Chaga




Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Diz sem querer poupar meu corpo:
"Eu já não sei quem te abraçou."
Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu!
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás!
Diz que não te afastas de algo que é também teu!

Não vai haver um novo amor,
tão capaz e tão maior,
para mim será melhor assim!
Vê como eu quero e vou tentar,
sem matar o nosso amor,
não achar que o mundo é feito para nós...

Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Uma chaga p'ra lembrar que há um fim...

ORNATOS VIOLETA

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dados viciados

Os dados estão lançados, de João Alves (in: www.olhares.com)


Invade-me uma constante sensação de dejá-vu...
Soltam-se fragmentos de histórias passadas e (quase) esquecidas...
Perdem-se dentro de mim e perco-me nelas...
Mais uma vez, antevejo o desfecho deste jogo viciado...


domingo, 5 de setembro de 2010

A luta continua...



Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
pois o triunfo pertence a quem se atreve...
A vida é muito para ser insignificante!


Charles Chaplin


Porque há sempre qualquer coisa por fazer...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Constatação

Dia dos Pais, de Ricardo Alfredo Santos (in: www.olhares.com)


Percebemos que realmente somos independentes quando os nossos pais dependem de nós (de uma mera opinião ou conselho nosso) para fazer algo aparentemente simples...



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Arruma(recorda)ções

Up and down, de Lynn (in: www.olhares.com)


Ontem, porque o tempo não convidava a grandes saídas, foi dia de arrumações. E arrumações é, salvo raras excepções, sinónimo de recordações.

Ontem, recuei no tempo, voltei (por momentos) à minha infância e adolescência... e a minha memória libertou, das gavetas do passado, pedaços de recordações de todo o meu processo de crescimento, que contribuíram para a pessoa que sou hoje...


Por fim, fecho os caixotes, e dou por completa esta minha doce viagem... Guardados ficam
pedaços de história, da minha história!



domingo, 15 de agosto de 2010





As ruas da minha cidade
Abriram os olhos de encanto para te ver passar

As pedras calaram os passos
E as casas abriram janelas, só p'ra te ouvir cantar

Porque há muito, muito tempo
Não vinhas ao teu lugar
Ninguém sabia ao certo onde te procurar

Da próxima vez
Não vás sem deixar destino ou direcção
Se houver próxima vez, não esqueças
Leva contigo recordação e um beijo pendurado
Ao peito do teu coração

Quisemos saber como estavas
Se a vida tinha tomado bem conta de ti

Ou se a vida teve medo
E eras tu que a levava
, refugiada em ti

Cada Verão que passava, sentíamos-te chegar
Como era possível que o Sol se atrevesse a brilhar


Deves trazer tantas histórias
Tantas que algumas ficaram caídas por aí

Outras eu tenho a certeza, o teu fogo na alma queimou
Deixaram de existir

Só queremos saber se és a mesma que vimos partir
Não existe mundo lá fora que te possa destruir


Tenho a certeza que não sou a mesma que partiu, mas há coisas que nunca mudam...
Uma delas é saber-me bem os mimos daqueles que anseiam e alegram-se com o meu regresso às origens...

E é tão bom receber estes mimos...:-)


sábado, 14 de agosto de 2010

Agosto, mês de vi(r)agem!

No cimo da montanha, de Miguel Afonso (in: www.olhares.com)


Esperava, ansiosamente, este momento.
Como se estivesse chegado ao cimo de uma montanha, e antes de me preparar para a descida, fizesse uma pausa...

Depois desta subida árdua, não fui derrubada mas sinto-me mais forte! Agora só preciso de ficar aqui a olhar o céu, beber das cores quentes do pôr do sol e respirar este ar renovado.

Está breve um novo amanhecer...sinto-o!

Este Agosto é sinónimo de viagem (até às origens!) e de viragem...como já começo a querer estar "habituada"
...


A chegada

Nas nuvens, de Alexandre Carvalho (in: www.olhares.com)


Depois de um dia que começou cedo demais e de sentir o peso do cansaço desta longa viagem, não posso renegar a tranquilidade que me invadiu ao pisar o solo desta "minha" terra.

Já me tinha (quase) esquecido como sabe a serenidade, quando da nossa pequena janela vemo-nos a sobrevoar as nuvens... brancas e suspensas a fazer lembrar algodão doce...

Como é doce esta dádiva da Natureza, tão invisível e insignificante aos olhos dos demais que apenas anseiam pelo momento da aterragem e pelo fim desta viagem... Mas tento não pensar no seu desfecho e absorvo estes momentos, deixo-me invadir por essa serenidade, cada vez mais um artigo de luxo, nos dias que correm freneticamente...

Chego ao meu destino tranquila...(e não! não é apenas o cansaço que se apodera do meu ser)... começa agora a viagem, a minha viagem!