quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A propósito do Natal



 [foto retirada daqui]

Nesta época muitas são as mensagens que apelam à essência do Natal… Tentativas de resgatar a atenção que se prende nas luzes, nos embrulhos e nas mesas fartas e tentadoras … o lado mais consumista e fugaz e já tão caraterístico do Natal.

Esta é a minha tentativa de resgatar o que de melhor recordo dos meus Natais de miúda. Sempre fui uma criança curiosa e sonhadora e o Natal trazia consigo sempre a possibilidade de desvendar o misterioso Pai Natal. Na altura não lhe deixava bolachas e um copo de leite (como agora) e tinha sérias dúvidas se ele viria do Pólo Norte, no entanto, acreditava realmente que ele existia. Desde a hora de jantar até à saída para ir à Missa do Galo, o tempo passava demasiado devagar… e sempre que ganhava alguma coragem (porque na verdade não me sentia preparada para ter um encontro imediato com ele) lá ia eu espreitar a árvore de Natal a ver se ele já tinha passado, mas o Pai Natal não se deixava apanhar facilmente e só vinha no momento em que a casa estava vazia.

A missa do Galo era a missa mais demorada do ano… e só lá estava mesmo a marcar presença isto porque a cabeça andava ocupada com outras questões bem mais importantes naquela noite: será que ele já lá esteve? O que me terá trazido este ano? Ainda faltará muito para terminar a missa?

Os meus olhos brilhavam quando finalmente chegava a casa e corria até à sala para ver o que havia debaixo da árvore! O Pai Natal nunca me falhava… raramente trazia aquilo que eu pedia mas eu não me importava porque não havia melhor sensação do que se ser surpreendida pelo velhote das barbas brancas.

De ano para ano algo permanecia – o misterioso aparecimento das prendas. Fui crescendo e na escola os colegas diziam que não havia Pai Natal, que era tudo uma invenção dos pais mas eu, apesar de ficar com dúvidas, não acreditava nessa teoria. Era o meu segredo de Natal, pois se o manifestasse seria a palhaça da escola num abrir e fechas de olhos!

A dúvida foi ganhando espaço e, nos anos seguintes, nos dias que antecediam o Natal sempre que podia ia investigar as gavetas, debaixo das camas e noutros lugares possíveis e até improváveis onde as prendas poderiam estar a aguardar o momento para aparecerem debaixo da árvore. Mas as minhas buscas nunca recolheram evidências irrefutáveis de que o Pai Natal era uma invenção dos adultos e, se não existia uma explicação plausível, não haviam motivos para não acreditar nele e no fundo, sem que desse muito nas vistas, eu acreditava mesmo que o Pai Natal existia.

Até que um dia, sem mais nem menos, os meus pais me recrutaram para ser cúmplice deles e me contaram qual a estratégia utilizada para que as prendas aparecessem misteriosamente debaixo da árvore. Embora, nesse momento, tudo fizesse sentido e confirmasse a teoria dos colegas de escola, na verdade senti uma enorme desilusão porque a partir daí o Natal perdeu parte da sua magia… aquela que me fazia sonhar e acreditar em algo mesmo que não o visse… para mim não era mentira até que houvessem provas em contrário!

É essa capacidade de acreditar para além daquilo que se vê e se comprova que eu quero resgatar neste Natal... :)

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Não é fácil...

Como organizar a mala para viagem


... Esta tarefa de fazer a mala para viajar! É melhor nem contabilizar o número de pequenas decisões que já tomei e ainda vou ter de tomar neste serão :) 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Momentos


(Foto retirada daqui

Há momentos em que não me reconheço. 
Momentos em que não sou espontânea mas retraída, em que quero falar mas nada me ocorre para dizer... E há tanto para dizer! 
Momentos em que gostaria de me sentir bem por ter sido autêntica mas apenas fica a sensação de desapontamento comigo própria por ter deixado que essa outra pessoa (que recuso ser "eu") me ocupasse o lugar... 



domingo, 8 de dezembro de 2013

E foi assim...


Tu estás livre e eu estou livre, e há uma noite para passar
Porque não vamos unidos, porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos
Tu estás só e eu mais só estou
Que tu tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta à espera de se fechar
Nessa tua mão deserta

Vem que o amor não é o tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor é o momento
Em que eu me dou, em que te dás

Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia, ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia

Tu continuas à espera, do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada, antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada...
 
(António Variações, interpretado por Tiago Bettencourt)

ADORO ESTE TIAGO BETTENCOURT, A SIMPLICIDADE, AS PALAVRAS GENIALMENTE COMBINADAS E COM TANTO SENTIDO (PARA MIM!)...
 

domingo, 17 de novembro de 2013

Pensamento do dia [1]


[foto retirada daqui]


"Acreditar em algo e não o viver é desonesto." 

Mahatma Gandhi

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O tempo


(Foto retirada daqui

Ouvi dizer que o "Tudo a seu tempo... Tem o seu valor" e registei. 
Na verdade eu também acredito nisso. Embora o tempo, por vezes, teime a passar e não respeite o ritmo ditado pelos ponteiros, ele também é esclarecedor de incertezas, independentemente do resultado rimar com felicidade ou desilusão. 

Por outro lado, também quero acreditar (muito) que o tempo dita a oportunidade e o momento certo. Aquele em que os frutos que dele extrairmos serão deliciosamente saboreados... 

sábado, 2 de novembro de 2013

Bairro do Amor


No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém 

No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais...

[Jorge Palma]

***
E hoje deu-me para isto! 
Há muito que não ouvia Jorge Palma mas a rádio é assim mesmo... 
reaviva-nos memórias por entre notas musicais :) 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Parece Fácil...

(foto retirada da internet)


 Mas não é! porque "quem muito fala pouco acerta" (a minha mãe não se cansa de mo dizer!)... porque o Amor nem sempre é simples e... porque a força da gravidade existe realmente e acaba (quase sempre) por nos puxar da "terra dos sonhos" para terra firme... Mas, mesmo assim, não custa tentar :)

Está registado. Ponto final! 
Novo parágrafo... 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Constatação do dia



(Foto retirada daqui

"A escrita é o erotismo do intelecto..." 

L. S. Dias 


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

sábado, 19 de outubro de 2013

Menina: esse dia será teu...


Menina assenta o passo, sem medo ou manha
ou muito te passa da vida.
Tem que haver quem faça o que muito queira.
Caminha sem falsa fascinação.

O teu coração ainda pára,
forçando a apatia pelo medo de dançar.
Não se avista um dia em que o ego não destrate
uma mais bela parte escondida em ti.

Menina sê quem passa p'ra lá da ideia.
Quem muito se pensa fatiga.
Nem vais ver quem são, seus olhos no chão,
os que andam p'ra ver-te vencida a ti.

O teu coração sem querer 
dispara força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
Vai chegar o dia em que o medo não faz parte
e, por muito que tarde, esse dia é teu.

Desfaz o Nó, destrava o pé,
desmancha a traça e avança.
Chocalha o chão, esquece os que estão,
rasga o marasmo em ti mesma.

Vê corações na cara que pões,
vira do avesso esse enguiço.
Desamordaça a dança p'ra te convencer.

O teu coração sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
O teu coração ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.

--- 
[Márcia e Samuel Úria]

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

É isto...


[foto retirada daqui


"...De qualquer maneira,
parte em mim diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples 
Difícil mesmo é Ser..."

(Leoni, "Nas margens de mim") 


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

De mão em mão...


[foto retirada daqui]



Dei por mim a pensar que o nosso crescimento e adaptação a um mundo em constante mudança afinal de contas assenta sobretudo num aspecto muito simples: na partilha entre gerações. 


Esqueça-se aquela teoria do instinto de sobrevivência que o ser humano diz ter para ultrapassar as adversidades que se impõem no seu percurso. Talvez o "segredo" não seja algo inato mas sim algo que se aprende, conquista e partilha. 

Quando somos pequenos seres indefesos vamos conhecendo o mundo pelas mãos dos nossos pais e familiares mas à medida que crescemos esta relação deixa de ser, de certo modo, unidirecional (se bem que isto é questionável) para se nutrir num duplo sentido. 

Cada geração é diferente da geração anterior e da que se lhe segue exatamente pelo facto de encararmos um presente diferente, que necessita de ser explorado e compreendido. O que aprendemos na escola e fora dela ajuda-nos (e muito!) a passar no teste com distinção dando-nos uma certa vantagem competitiva. 

Talvez não seja à toa que perante uma dificuldade se ouve, quase em tom de desculpa, algo como "no meu tempo não era assim". Acredito que isso se deva ao facto da nossa capacidade de adaptação se dever muito ao conhecimento que temos do nosso contexto, aquele que fomos conhecendo com tempo e que, embora nos surpreenda, deixa sempre espaço para encontrarmos rapidamente uma zona de conforto. 

Mas nenhuma história se constrói sem um passado que nos dá a conhecer as nossas origens e sem um presente que nos desafia e mostra inúmeros caminhos para um futuro ainda desconhecido. É por isso que vou estar mais atenta ao que posso aprender sobre o passado que também é meu e dar a mão a quem precisa de desembrulhar o presente e não sabe muito bem como fazê-lo. Só assim a vida não passará inutilmente e teremos a certeza que contribuímos para a herança daqueles que um dia nos darão a mão e nos guiarão pelo presente deles... o (nosso) futuro que no agora é ainda uma incógnita ... :)

sábado, 28 de setembro de 2013

"O amor mata!"



[Oh André... este teu novo tema não mata...mas vicia...!]

Momentos


(Foto retirada daqui


"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses." 

Rubem Alves 


 (...NEM SEMPRE AS PESSOAS TARDAM A ENTRAR NA NOSSA VIDA... 
SURGEM, APENAS, NOS MOMENTOS QUE SERÃO OS OPORTUNOS...) 


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Distâncias


(Foto retirada daqui)

"O médico perguntou: 
- O que sentes? 

E eu respondi: 
- Sinto lonjuras doutor, sofro de distâncias!"


Caio F. Abreu 


(Distâncias da família, da minha terra, de alguns amigos e das boas memórias que as saudades recordam como pertencendo ao passado... ) 


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vida



(Foto retirada daqui)

«A vida é uma espantosa viagem de criação, de experiências... 
Às vezes esquecemos que temos a capacidade de criar a nossa realidade. 
Às vezes esquecemo-nos de saborear as experiências. 
Às vezes esquecemo-nos que o futuro é apenas o presente que chegará um dia. 
Às vezes esquecemo-nos do que é realmente importante. 
Às vezes esquecemo-nos que podemos ser felizes…»


Pedro Vieira, in Spider

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Vontade


(Foto retirada daqui)


"Quero, terei;
Se não aqui;
Noutro lugar que ainda não sei.
Nada perdi
Tudo serei".

Fernando Pessoa 

. . .

A vida é isso mesmo - uma busca incessante daquilo que nos traz felicidade e realização, seja aqui ou além que nunca nos falte coragem e determinação para continuar, pois é certo que nada é em vão... :) 

domingo, 25 de agosto de 2013

Silêncio



(Foto retirada daqui)

Ultimamente, em locais públicos, tenho vindo a reparar em casais que jantam ou tomam um café ou um copo mas mal trocam algumas palavras entre si e, aparentemente, isso não os perturba. 

A mim, confesso, faz-me alguma confusão e apenas uma dúvida persiste: já não conseguem encontrar assunto para quebrar esse silêncio que parece ter-se instalado entre ambos ou então comunicam sem verbalizar pela cumplicidade que construíram...?

De qualquer das formas não deixa de ser estranho... 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sim, fico incomodada!



(Foto retirada daqui


Quando se passa muito tempo longe da nossa terra natal corremos o risco de passarmos de "residentes" a "visitantes"... pelo menos para as gentes que lá permanecem os que regressam por breves períodos de tempo parecem ser os filhos (bastardos) da terra!

Em pouco mais de duas semanas senti-me mais uma turista que por lá andava a conhecer a ilha. Senti-me apenas com uma vantagem em relação aos demais: nasci e cresci naquela terra, conheço lá pessoas e tenho família. 


Mas, sinceramente, vendo bem... nem sei se isso será uma vantagem... Sinto, por vezes, um quê de ressentimento na voz quando alguém me diz que não volto porque não quero ou porque não me interesso pela terra em que vivi (quase) as duas primeiras décadas de existência... fazendo-me sentir uma ingrata! 

Houve sempre quem partisse, deixando para trás a ilha... sozinhos ou em família, para perto ou bem mais longe do que se possa imaginar. Uns voltam regularmente, outros nem tanto e há mesmo quem se recusasse sequer a pisar novamente território insular. Todas elas são opções válidas por quem as tomou, pelo menos a meu ver. 

Houve um período em que a emigração era uma realidade que afetava a maior parte das famílias e quem ousava partir era considerado um bravo, por cruzar o oceano em busca de um futuro melhor lá pelas Américas. 
Recentemente, os jovens que pretendem prosseguir estudos têm forçosamente que partir e, concluída a missão académica, alguns acabam por não regressar... 
Mas estes não são vistos como bravos ou corajosos mas como ingratos e desinteressados. E isso incomoda-me... Incomoda-me muito porque, na maioria dos casos, não regressamos exatamente pelo mesmo motivo que os emigrantes de outrora: em busca de oportunidades prósperas. 

E incomoda-me ainda mais perceber que, independentemente do lugar em que estejamos, somos orgulhosamente açorianos, estamos a par do que lá se passa e regressamos sempre que podemos... e não somos, com toda a certeza, menos açorianos do que aqueles que lá residem.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Isto da açorianidade...


(Foto retirada daqui) 

"Levamos as ilhas dentro de nós, e cá para dentro trazemos o mundo inteiro. Tempo houve em que eu (...) olhava para o meu antigo BI e já não me reconhecia como aquela pessoa daquele lugar. (...) Nós somos a geografia sem mapa. Ser açoriano foi sempre estar presente e ausente de nós próprios e dos nossos. (...) Na ilha, o sentimento é a saudade não das terras distantes, mas dos nossos que as ocupam um pouco por toda a parte. Daqui, seremos sempre de lá também..." 

Valberto Freitas 

(E eu subscrevo na totalidade. Ser-se açoriano fora dos Açores é isso mesmo: é nem ser de cá nem ser de lá a 100% e aprender a lidar com isso todos os dias...) 



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Já não seria a mesma coisa...


(Foto retirada daqui

... Se eu fosse de férias sem que, no aeroporto, me falassem em inglês ou me perguntassem "é portuguesa?" antes de me abordarem :) 

Desta vez apeteceu-me responder: "por acaso falo português mas não sou portuguesa, sou uma cidadã do mundo!" 


terça-feira, 30 de julho de 2013

O caminho


(Foto retirada daqui)

"Enquanto caminho, fazendo história neste mundo maravilhoso em que nos toca viver, pergunto-me muitas vezes quais os desafios e quais os sinais que estou chamado a descodificar para poder experimentar a verdadeira realização pessoal. Ninguém me tira da cabeça que as chaves para abrir a porta da felicidade encontram-se subtilmente escondidas dentro do próprio ser."

Luís Maurício 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

Exigência(s)

(Foto retirada daqui)

Por inúmeras vezes oiço dizer que "com a idade tornamo-nos mais exigentes". 

Eu, que sempre fui exigente com os outros e principalmente comigo, considerava um argumento com algumas interrogações pois não colocaria a "exigência" como uma consequência da idade mas de uma série de outros fatores. 


Na verdade, não indo muito longe e baseando-me no círculo de amigos e conhecidos, é evidente que existem pessoas menos exigentes que outras. As primeiras parecem ter os dois pés bem assentes na terra (e a cabeça também!) afinal de contas recebem das pessoas e da própria vida aquilo que estas terão para lhes dar. Ao passo que as segundas desejam sempre mais, como se a insatisfação estivesse colada à pele! 

Eu identifico-me bem mais com o segundo grupo, confesso, enão tenho problemas em assumir que exijo mais das pessoas do que aquilo que inicialmente têm para me dar... Sou igualmente exigente comigo mesma porque quero mais: quero muito acrescentar vida e entusiasmo aos meus dias; quero aprender mais com as outras pessoas; quero conhecer mais; fazer mais; sentir mais; mais e mais... 

E o que mais lamento é que o primeiro grupo raramente compreende (ou parece não compreender) o segundo porque, inevitavelmente, são dois olhares distintos sobre a vida. A tal ideia do copo meio cheio (que é suficiente!) e o copo meio vazio...

Porém, quando conhecemos pessoas que reclamam por mais e nos desafiam a sermos mais ainda...a magia acontece. Nada ficará igual, ganha-se um novo alento! E mesmo que esse cruzamento de percursos de vida ocorra por pouco tempo...vale e valerá sempre pelo caminho que se fez. 

Resta-me apenas juntar a primeira variável - a idade, e sinto que, efetivamente, ela pode apurar a "exigência", afinal de contas a idade traz-nos (pelo menos a mim!)  o auto-conhecimento. Com a idade aprendemos a conhecer-nos a nós próprios e este é um processo em que os limites do exigível são reconfigurados sempre que não nos limitamos... Obviamente, neste processo todos aqueles que surgem para nos desafiar a sermos mais levarão de nós essa mesma exigência!

Exigência (s.f.) significa:  Acto de exigir. Necessidade urgente. Precisão. Requisito. Condição imposta. Pedido imperioso. Desejo, vontade (que se manifesta ordenando). Reclamação.

Para mim a exigência é isso mesmo: É um desejo e uma vontade que se manifesta no acto de agir, é uma necessidade urgente e um requisito para quem quer ter mais de mim, que pode começar com um pedido imperioso e acabar em reclamação :) 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Desacatos

(Foto retirada daqui)

Já não sei o que inventar para que, de uma vez por todas, haja harmonia entre a vizinhança. Desconfio que terei de intervir seriamente para que o Sr. Domingo conviva amigavelmente com a sua vizinha mais próxima, a Dona Segunda-feira. É que tenho vindo a constatar alguns desacatos em particular entre estes dois vizinhos e que dizem respeito a motivos estritamente profissionais. Pelo que tem sido relatado pela vizinha, o Sr. Domingo recusa-se a terminar o turno no horário que lhe diz respeito e  impede a Dona Segunda-feira de entrar ao serviço, tranquilamente, no seu turno que começa às 00:00:01. 


No meio deste desacato está a vizinhança (onde estou eu incluída) que não consegue dormir, sem sobressaltos, na noite em que estes dois trocam de turnos. 

Conclusão:  por estes lados, o Senhor Domingo continua a ser o elo mais forte e a vizinha 
Segunda-feira, não achando piada nenhuma a isso e vendo-se incapaz de reverter esta situação, sai à rua vestida em tons de cinzento em sinal de protesto! 

Palpita-me que ainda vem longe o dia em que haverá harmonia na vizinhança sobretudo entre estes dois vizinhos... 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sob suspeita

(Foto retirada daqui


Estou sob investigação! 

Sou suspeita... mas será que tudo o que parece ser o é realmente...?

(",)


terça-feira, 16 de julho de 2013

Confiança

(Foto retirada daqui)

A confiança é frágil. Alimenta-se de gestos e cumplicidade. 
Mas uma vez quebrada dificilmente se reconstroi. 

E neste momento de cortes e contenções até a confiança parece estar em crise! 


domingo, 14 de julho de 2013

Desafio superado!

Regressar ao mundo académico conciliando com uma atividade profissional, que por si só já absorve energia, tem sido um desafio constante. 
Mas quando se parte sabendo que o caminho será sinuoso, o caminho faz-se caminhando de curva em curva, que é como quem diz de dificuldade em dificuldade. E agora, é momento para saborear os resultados obtidos e esperar que chegue o meu querido mês de Agosto :) 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A viagem




Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar...
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.

Miguel Torga


quarta-feira, 12 de junho de 2013

A música certa para o "Agora" :)



És forte, abanas mas não cais, mesmo que sintas o mundo a ruir
Quando as nuvens passarem vais ver o sol a sorrir
A estrada não é perfeita, apenas uma vida, aproveita
Só perdes se não tentares e não desistas se falhares
 
O que não mata engorda
Torna o teu sonho real, acorda
Limpa as lágrimas e luta, segue o teu caminho e escuta 
a voz dentro de ti, as respostas que procuras, dentro de ti
Acredita em ti que tu és mais forte e tens o mundo a teus pés

Tu és mais forte e sei que no fim vais vencer
Sim, acredita num novo amanhecer
Não tenhas medo, sai à rua e abraça alguém
E vai correr bem, tu vais ver

Um dia tudo fará sentido e vais ver que terás o prémio merecido
És o que és, não és o que tens
A tua essência não se define pelos teus bens
 
Às vezes as pessoas desiludem mas não fiques em casa parado à espera que mudem
Muda tu rapaz, muda a tua atitude, vais ver ver que és capaz
E nada te pode parar, os cães vão ladrar e a caravana a passar
O teu sorriso de vitória no rosto, nem tudo é fácil mas assim dá mais gosto
 
Quando acreditas a força nunca se esgota
Só a reconheces a vitória se souberes o que é a derrota
Vais ver que no fim acaba tudo bem
Sai à rua e abraça alguém

Boss AC, "Tu és mais forte!"

* * * * * * * * * * * * * * * 
 
Nos próximos dias preciso de ouvir esta música em modo "repeat" para acreditar que vem aí um novo amanhecer :) 


terça-feira, 28 de maio de 2013

Seja Agora

  
" E se tiver que ser.... que seja agora!"

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ai que nervos!


 
 (foto retirada daqui)

Uma pessoa a querer dormir e descansar enquanto outros fazem barulho como se não houvesse amanhã!!! Há, realmente, vizinhos com muita lata!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

(I)limitar

[foto retirada da net]


Na semana passada fui ao cinema e no momento de publicidade inicial houve uma frase que me ficou retida na memória: "O limite é aquele que impões a ti próprio"
Ok! Não é nada de novo, eu sei... mas, nunca é demais repetir e relembrar que para combater o marasmo em que a nossa vida se pode tornar, embora não existam soluções milagrosas, para começar nada melhor que pensar em grande, sonhar com a cabeça algures entre a Terra e a Lua e resistir, com todas as nossas forças, à inércia que nos aconchega em momentos de fraqueza e inseguranças...
Que mal tem ser-se ambicioso e querer ir além do que se prevê alcançável? 
Que mal faz "ilimitar"? 

E, já agora, porque motivo é que este verbo de ação não se consegue encontrar no dicionário?